OMS informa que, desde o início da hantavírus, a contagiosidade é maior, o que justifica a aplicação de quarentena para casos suspeitos. Segundo Olivier le Polain, chefe da unidade EAR da OMS, a transmissão é mais evidente nos primeiros dias e a resposta rápida ajuda a identificar, isolar e atender os afetados.
A explicação reforça a necessidade de manter vigilância constante diante de sinais. O período de incubação pode gerar novos casos nos próximos dias ou até na próxima semana. A orientação é que pessoas com sintomas moderados a graves sejam identificadas, isoladas e encaminhadas rapidamente ao serviço de saúde.
O alerta ganha peso com o surto a bordo do cruzeiro MV Hondius, que zarpou de Ushuaia, na Argentina, no início de abril. Três passageiros morreram até o momento em decorrência do hantavírus, doença rara, sem vacina nem tratamento disponível. A OMS garante que a situação atual não se compara à pandemia de COVID-19, mas ressalta a gravidade do contágio precoce.
Especialistas destacam que a doença costuma apresentar sintomas inespecíficos nos primeiros dias, o que dificulta o diagnóstico inicial e reforça a importância de medidas rápidas de isolamento quando houver suspeita. Além disso, a ausência de vacina torna ainda mais crucial a detecção precoce e o atendimento adequado para evitar desfechos graves.
Moradores de regiões com histórico de hantavírus devem ficar atentos a sinais como febre, mal-estar, dor de cabeça e sangramento nasal, buscando orientação médica se surgirem. A OMS lembra que a vigilância e a resposta ágil são as melhores defesas diante de contágio precoce. Quer compartilhar sua experiência ou dúvidas sobre hantavírus? Deixe seus comentários para discutirmos.
