A Polícia Federal investiga um esquema de contrabando de diamantes e lavagem de dinheiro na região de fronteira de Roraima, com movimentação milionária que não condiz com a renda declarada. No centro das apurações está Fabrício de Souza Almeida, sobrinho do ex-governador Antônio Denarium, apontado como operador?-chave.
A FB Serviços, registrada em nome de Fabrício, seria a fachada da operação. A PF sustenta que não havia funcionários nem estrutura operacional compatível com os valores movimentados. Dados do Coaf indicam que a empresa movimentou mais de R$ 6 milhões em poucos meses, com saques em dinheiro totalizando cerca de R$ 464 mil em operações fracionadas.
Entre os nomes citados está Valdete Ribeiro da Silva, técnica de enfermagem da Secretaria de Saúde de RR, que aparece como proprietária de um veículo de luxo apreendido pela Polícia Rodoviária Federal. Os investigadores apontam incompatibilidade patrimonial entre seus vencimentos e os bens em seu nome.
Outro foco é a FB Serviços, que, segundo a PF, não possuía estrutura econômica real para justificar o montante movimentado, reforçando a ideia de uso de empresas de fachada. O grupo seria ainda marcado por uma circulação de recursos de forma pulverizada, com transferências entre pessoas físicas e jurídicas sem vínculos evidentes, além de saques em espécie em zonas de fronteira para dificultar o rastreamento.
As apurações envolvem lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a ordem econômica e a exploração ilegal de minério na região. A Polícia Federal solicitou a quebra de sigilo bancário dos envolvidos para aprofundar a identificação dos integrantes e mapear a origem e o destino dos recursos.
O caso segue em debate entre as autoridades, e a região acompanha os próximos desdobramentos sobre quem compõe o grupo e como o dinheiro circulava. E você, qual é sua opinião sobre esse tipo de esquema que mistura atividades legais com operações financeiras duvidosas? Deixe seu comentário abaixo para abrir a discussão entre moradores da região.
