Aguiaram que Jorge Messias, advogado-geral da União, entrará em recesso de 12 dias a partir desta quarta-feira, 13, após a posse de Kassio Nunes Marques como presidente do TSE. Ao retornar, ele deve decidir se continua no governo de Lula ou busca novos rumos no cenário político.
Messias vinha avaliando sua continuidade na Esplanada dos Ministérios desde a rejeição, pelo Senado, da sua indicação ao Supremo Tribunal Federal — a primeira recusa de um indicado ao STF em 132 anos. O desgaste gerado levou o advogado da União a chegar a cogitar pedir demissão no dia da votação, até ser aconselhado por Lula a “esfriar a cabeça”.
Após as festas em família, a tendência dentro do governo é que Messias permaneça à frente da AGU. O presidente Lula teria indicado que não houve pressa para mudanças e que a continuidade da gestão pode fortalecer a atuação institucional da pasta.
Dentro do Palácio, chegou a circular a hipótese de indicar Messias para o Ministério da Justiça. Contudo, com o protagonismo recente do atual ministro Wellington César Lima e Silva no novo plano de segurança pública apresentado nesta terça, essa opção parece temporariamente afastada.
Na cerimônia de posse de Kassio Nunes, Messias recebeu uma homenagem do presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, que o chamou de “querido amigo” e provocou aplausos da plateia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, acusado de atuar para barrar a indicação, não aplaudiu o advogado-geral da União.
Com o retorno de Messias, o eixo entre AGU, TSE e Justiça pode ganhar novos contornos no governo. E você, qual caminho acredita ser o mais adequado para a condução das questões jurídicas do país? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre o desfecho dessa história.
