Nos últimos três anos, Master pagou R$ 7,5 milhões para grupo que financiou filme de Bolsonaro

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Caso envolve banco, produção de filme e repasses milionários associados a aliados de Bolsonaro

Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro, aparece em um esquema de repasses que envolve o financiamento de um filme sobre o ex presidente Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem publicada pelo The Intercept, a Entre Investimentos, dona da Entrepay, foi usada para transferir R$ 61 milhões ao Havengate Development Fund LP, com sede no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. As transações ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, quando o projeto já recebia recursos para as gravações do longa Dark Horse. A produção começou a ser gravada em outubro de 2025, em São Paulo, com elenco internacional envolvido na história.

A investigação aponta que o repasse foi feito mediante solicitação de Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência. Conversas divulgadas mostram o diálogo entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro em 15 de novembro de 2025, um dia antes da primeira prisão de Vorcaro na operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master. A despeito de o filme estar em produção, as negociações financeiras aparecem como parte de um conjunto de operações envolvendo o banco e seus parceiros.

Dados da Receita Federal, enviados à CPI do Crime Organizado do Senado e obtidos pela imprensa, indicam que o repasse de 2025 integra o código 8045, utilizado para pagamentos sujeitos a retenção de Imposto de Renda sobre serviços de propaganda prestados por pessoas jurídicas. Entre 2023 e 2025, o Banco Master repassou ao Entre Investimentos valores crescentes: R$ 986,9 mil em 2023, R$ 4,2 milhões em 2024 e R$ 2,3 milhões em 2025.

Durante 2025, dezenas de milhões chegaram ao Havengate Development Fund LP por meio de seis operações, reforçando a linha de financiamento ligada à produção do filme Dark Horse. A imprensa destaca ainda que o elenco envolvido traz nomes internacionais, como o norte-americano Jim Caviezel, que interpretaria Jair Bolsonaro, e outros artistas citados na cobertura. A relação entre finanças, cinema e política levanta questões sobre transparência e os impactos dessas operações no cenário público.

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O conjunto de informações mostra uma rede de decisões entre finanças, produção audiovisual e política, com consequências que vão além do filme. Enquanto as autoridades investigam, o público observa a complexa relação entre recursos financeiros, interesses políticos e narrativas midiáticas no país.

Diante do que foi apurado até agora, qual é a sua leitura sobre os impactos dessas operações no cenário público? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre transparência, financiamento de produções e responsabilidade ética no uso de recursos de empresas privadas.

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