Conselho da Europa criticado pela resposta inadequada a incidentes anticristãos

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A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa ( PACE ) é alvo de críticas por suposta relutância em reconhecer plenamente atos anticristãos, mesmo após aprovar uma resolução para combater a discriminação religiosa e proteger a liberdade de culto. O Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ) afirma que o texto apenas reafirma princípios básicos, sem enfrentar o desequilíbrio na forma como incidentes anticristãos são tratados pelas instituições europeias. A resolução também aponta um aumento do antissemitismo e da islamofobia na região.

Segundo o ECLJ, falta reconhecimento explícito do preconceito anticristão, o que estaria em consonância com o mandato atual do Representante Especial do Secretário-Geral sobre antissemitismo, ódio antimuçulmano e todas as formas de intolerância religiosa, que não cita os cristãos de forma direta. Observatórios destacam que dados sobre discriminação religiosa na UE costumam ser inconsistentes, com Estados-membros atrasando ou omitindo informações relevantes.

Muitos ataques registrados envolvem violência ou vandalismo contra locais de culto. O ECLJ argumenta que a resolução deveria ir além da proteção desses espaços, abrangendo mecanismos para enfrentar a discriminação em toda a sociedade. Em 2024, o Observatório sobre a Intolerância e a Discriminação contra os Cristãos na Europa (OIDAC) contabilizou mais de 2.200 incidentes anticristãos no continente.

Para pressionar por mudanças, o ECLJ lançou uma petição já com mais de 9.600 assinaturas, dirigida ao presidente da PACE. O documento sustenta que existem mecanismos contra o antissemitismo e a islamofobia, mas não há equivalente para os cristãos, algo que a sociedade europeia precisa reconhecer e enfrentar.

O debate evidencia a necessidade de ampliar a coleta de dados sobre discriminação religiosa e de fortalecer a atuação das instituições europeias, indo além da proteção de locais de culto. Qual é a sua leitura sobre esse tema? Compartilhe suas opiniões e perguntas sobre como a região pode fortalecer a defesa dos cristãos e de outras tradições religiosas.

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