O Ministério Público do Peru pediu cinco anos e quatro meses de prisão para o candidato à presidência Roberto Sánchez, sob a acusação de apresentar informações falsas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) sobre doações da campanha entre 2018 e 2020. A denúncia aponta que Sánchez recebeu mais de US$ 57 mil de membros do Juntos pelo Peru para atividades partidárias não declaradas. A notícia chega no momento em que Sánchez assegurou passagem ao segundo turno contra Keiko Fujimori.
A acusação sustenta inconsistências nos relatórios financeiros do partido para campanhas regionais e municipais, às quais Sánchez estaria ligado. Segundo o documento divulgado pela imprensa, o Ministério Público afirma que ele seria autor de falsa declaração de contribuições e receitas de organizações políticas, fato que pode levar o caso adiante a julgamento.
Sánchez reagiu, dizendo em suas redes sociais que enfrentava uma tentativa de descredibilizá-lo e que “a justiça já arquivou acusações de uso indevido de recursos do partido”, alegando que não houve fraude. No primeiro turno, ele ficou com 12% das intenções de voto, pouco à frente de López Aliaga (11,9%), atrás de Keiko Fujimori, que liderou com 17,1%.
O caso foi apresentado em janeiro de 2026, com a Justiça inicialmente rejeitando parte das acusações e pedindo reformulação. O Judiciário marcou para o dia 27 de maio uma audiência para decidir se haverá julgamento oral ou arquivamento. A promotoria sustenta que Sánchez violou normas ao omitir doações.
A disputa presidencial peruana segue acirrada, com o segundo turno entre Sánchez e Fujimori definindo o futuro político do país. Como isso pode influenciar a campanha, depende dos próximos desdobramentos legais. O que você pensa sobre esse caso e seus impactos no pleito? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
