Um líder da ala militar do Hamas, Ezedin Al Hadad, foi morto em um ataque aéreo israelense na Cidade de Gaza, segundo autoridades de Israel. A operação, apresentada como parte da caçada às principais lideranças do grupo, ocorre em meio à guerra prolongada desencadeada após os ataques de 7 de outubro de 2023.
De acordo com o Exército de Israel, o ataque de precisão ocorreu na noite de 15 de maio de 2026 e atingiu um apartamento e um veículo civil no bairro de Rimal, provocando um incêndio. O governo israelense descrito Al Hadad como um dos arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023 e responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia.
Dois dirigentes do Hamas confirmaram à AFP a morte de Al Hadad. Um deles afirmou que o líder foi eliminado em um ataque que atingiu um prédio residencial na Cidade de Gaza, com suporte de informações de Israel.
A morte ocorre em meio à guerra que devastou a Faixa de Gaza. O Ministério da Saúde local aponta mais de 72 mil palestinos mortos desde o início da ofensiva, e o Exército de Israel afirma ter eliminado diversas lideranças do Hamas desde o começo da operação.
O Hamas assumiu 251 reféns durante o ataque de 7 de outubro, episódio que tem moldado as negociações sobre cessar-fogo. A morte de Al Hadad foi descrita pelas Forças de Defesa de Israel como uma conquista operacional significativa e um sinal de que as ações contra o grupo devem prosseguir.
Apesar da vigência de um cessar-fogo, a região continua marcada pela violência. Até agora, cinco soldados israelenses morreram em Gaza, e as vítimas palestinas continuam aumentando conforme os combates se intensificam entre as partes.
Especialistas destacam que a morte de Al Hadad pode intensificar as operações de retaliação de ambos os lados, mantendo a região sob tensão e desafiando qualquer esforço para uma trégua estável.
