Resumo essencial: a Petrobras anunciou investimentos de R$ 37 bilhões em São Paulo entre 2026 e 2030, destinados a exploração, produção, refino, gás, energia, biocombustíveis e logística, incluindo o Porto de Santos. O plano também prevê recuperação secundária em Sapinhoá e Mexilhão e a exploração de um campo ainda sem nome, conhecido como Aram.
A maior parte das refinarias do país fica em São Paulo, e nesse setor serão aplicados R$ 17 bilhões. Na Refinaria de Paulínia (Replan), a capacidade deve subir em mais de 5% a partir de 2027. Os recursos já constavam no plano de investimentos da estatal para os próximos cinco anos, segundo a própria companhia.
Além disso, a Petrobras prevê investimentos de R$ 100 bilhões em uma usina de geração fotovoltaica na Replan, que deverá se tornar a maior planta solar instalada em uma refinaria da empresa. A iniciativa reforça a aposta em energia limpa dentro da matriz operacional.
Também está prevista a expansão de duas áreas do Terminal Aquaviário do Porto de Santos. “Nós vamos construir uma tanqueagem para garantir o abastecimento de bunker para navios”, afirmou Magda Chambriard.
No âmbito financeiro, a Petrobras registrou lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 7,2% abaixo do mesmo período de 2024. Em comparação ao quarto trimestre de 2025, houve alta de 110%, reflexo da valorização do petróleo Brent em 27% e da elevação do real frente ao dólar.
Apesar da queda anual, os investimentos no período somaram R$ 26,8 bilhões, crescimento de 25,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024. A Petrobras encerrou o primeiro trimestre como a petroleira mais lucrativa do mundo entre as grandes companhias do setor, com valor de mercado acima de US$ 50 bilhões, segundo a consultoria Elos Ayta, superando Shell e Exxon Mobil.
