Um chileno foi detido no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, após proferir insultos racistas e homofóbicos contra um comissário de bordo durante o voo LA8070 da Latam, que seguiria de São Paulo a Frankfurt com escala em Santiago, no Chile. A prisão ocorreu ao retornar ao Brasil, em 15 de maio, encerrando uma investigação que aponta injúria racial, crime equiparado ao racismo desde 2023, com pena prevista de dois a cinco anos de prisão.
Em vídeo amplamente divulgado, o chileno discute com o staff da Latam e chega a afirmar que um dos empregados é “gay”. Questionado sobre o que haveria de problemático em ser gay, ele responde que “é um problema para mim ser gay”. O material traz ainda trechos em que ele faz ofensas com tom discriminatório, mencionando a pele negra e repetindo termos depreciativos, enquanto duas comissárias tentam que ele retorne ao assento para evitar a expulsão do voo.
A lei sancionada em janeiro de 2023 equipara injúria racial ao racismo, observando uma pena de dois a cinco anos de prisão. A Latam Airlines repudiou veementemente qualquer prática discriminatória, ressaltou o acolhimento psicológico e o suporte jurídico prestados à vítima e informou colaborar integralmente com a Polícia Federal no andamento do caso.
Segundo a Polícia Federal, a identidade do homem não foi divulgada. Ele foi localizado e preso ao retornar de Frankfurt, em conexão no Brasil, conforme boletim oficial. O inquérito continua para esclarecer todas as circunstâncias do episódio e responsabilizar o suspeito conforme a lei.
Palavras-chave: injúria racial, racismo, Latam, Guarulhos, Frankfurt, Polícia Federal, Brasil, 2023.
