Cuba avisa que qualquer invasão norte-americana resultaria em um banho de sangue, ao mesmo tempo em que Washington impõe sanções à principal agência de inteligência cubana e a vários dirigentes do governo. A tensão acompanha uma reportagem sobre a possível aquisição de drones pela ilha, com Havana negando ações militares, mas enfatizando seu direito de defesa.
Segundo a Axios, com base em informações classificadas de inteligência, a Havana estaria adquirindo mais de 300 drones militares da Rússia e do Irã. A publicação sugeriu que as aeronaves poderiam ser usadas contra uma base dos EUA em Guantánamo e outros alvos, num cenário que alimenta a pressão de Washington contra o regime cubano. O relato surge em meio a sinalizações de que o atual presidente dos EUA, Donald Trump, persiste em considerar medidas militares contra Cuba.
Em declarações públicas, o presidente Miguel Díaz-Canel reafirmou o direito de Cuba de defender sua soberania, dizendo que esse direito não pode servir de pretexto para uma guerra contra o povo cubano. Em entrevista à AFP, o embaixador cubano na ONU, Ernesto Soberón, disse que a hipótese de um ataque de Cuba contra os EUA não faz sentido e acusou Washington de fabricar pretextos para justificar qualquer ação militar.
A pressão dos EUA incluiu sanções contra a agência de inteligência cubana e ministros das Comunicações, Energia e Justiça, além de diversos generais, segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro. O embargo petrolífero de Trump continua a paralisar a economia cubana, agravando a crise por escassez de alimentos, medicamentos e apagões, enquanto Havana busca manter energia com ajuda externa.
Na ajuda humanitária, Cuba recebeu uma nova remessa do México, cerca de 1.700 toneladas, incluindo leite em pó e feijão para crianças e idosos. Diferentemente das remessas anteriores, trazidas pela Marinha, desta vez a carga chegou em navio mercante, reforçando a resposta regional ao bloqueio econômico imposto há décadas pelos EUA.
