Terça-feira, 19 de maio de 2026, ataques aéreos de Israel no Líbano sul deixaram, pelo menos, 19 mortos, segundo o Ministério da Saúde. Mesmo com o cessar-fogo ainda em vigor, o Hezbollah afirma que houve confrontos com tropas israelenses e que a violência persiste na região.
O ataque em Deir Qanun al-Nahr, no distrito de Tyro, deixou 10 mortos, entre eles 3 crianças e 3 mulheres, além de 3 feridos, segundo o Ministério. Em outros incidentes, houve mais 9 mortos, elevando o total para 19, e 29 feridos, entre eles 6 mulheres e uma criança.
Fotógrafos da AFP e a Agência Nacional de Notícias do Líbano relataram ataques que atingiram várias áreas no distrito de Tyro e na província de Nabatieh. Imagens mostraram prédios danificados, uma coluna de fumaça e a destruição de parte de uma região habitada, incluindo o centro de uma área residencial.
Segundo o Ministério da Saúde, um ataque na segunda-feira destruiu um centro de atenção primária administrado pelo Comitê Islâmico de Saúde, ligado ao Hezbollah. No bairro de Saray, em Nabatieh, a ofensiva aérea devastou grande parte da área e provocou danos a lojas, uma mesquita antiga e edifícios residenciais.
A Defesa Civil informou que o exército de Israel havia emitido alertas de evacuação para 12 cidades libanesas — 11 no sul e 1 na região do Vale do Bekaa — e depois repetiu os avisos. Deir Qanun al-Nahr não constou entre as cidades com alerta.
O Hezbollah afirmou ter entrado em confronto perto da Haddatha e que seus combatentes destruíram um tanque israelense, além de atacar alvos da defesa aérea Iron Dome no norte de Israel. A Defesa Civil também informou que sete cidadãos estavam desaparecidos após uma incursão em Rashaya al-Fukhar; quatro foram libertados e três permanecem em custódia israelense.
Desde o início da escalada, em 2 de março, autoridades libanesas estimam mais de 3.000 mortos no Líbano. O exército israelense confirmou que o vice-comandante da 551ª Brigada de Reserva morreu no combate, elevando o total de militares mortos para 21. Um contratado civil também foi morto no conflito.
O conflito entre Israel e o Hezbollah continua a deslocar moradores, demolir prédios e provocar desalojamentos em cidades próximas à fronteira, mesmo com o cessar-fogo em vigor. A tensão permanece alta na região, com impactos graves para a população local.
