Emergência internacional: entenda surtos de Ebola em países da África

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Em 15 de maio de 2026, a Organização Mundial da Saúde classificou como emergência de saúde pública de interesse internacional o surto de Ebola causado pelo vírus Bundibugyo, identificado na República Democrática do Congo e, em seguida, em Uganda. A doença, grave e com alta mortalidade, já provocou mortes entre profissionais de saúde, levando autoridades a mobilizar equipes de resposta rápida, suprimentos e ações de vigilância. O engajamento dos moradores da região é destacado pela OMS como peça-chave para o controle, ao lado da assistência clínica, rastreamento de contatos, laboratórios e práticas de prevenção. O surto ocorre em dois países vizinhos e envolve ações internacionais, como uso de vacinas e terapias aprovadas.

Cerca de dez dias após o alerta inicial, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa analisou 13 amostras de sangue coletadas no distrito de Rwampara. Em oito delas, o vírus Bundibugyo foi confirmado, fortalecendo o entendimento de que a doença já circulava na região antes da confirmação oficial. Na semana seguinte, o Ministério da Saúde da RDC declarou o 17º surto de Ebola no país; simultaneamente, Uganda confirmou um surto relacionado após identificar um caso importado de Congo que morreu em Kampala.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que o Ebola causado pelo Bundibugyo constitui emergência em saúde pública de importância internacional. A organização ressalta que o controle depende de vigilância intensa, rastreamento de contatos, diagnóstico laboratorial confiável, centros de tratamento seguros e, sobretudo, da participação ativa da população local.

O Ebola é transmitido principalmente por contatos com fluidos de pacientes, vivos ou mortos, bem como por superfícies contaminadas. O período de incubação varia de dois a 21 dias, e a pessoa só se torna contagiosa após apresentar sintomas. Sintomas iniciais incluem febre, fraqueza, dores no corpo, seguidos por vômito, diarreia, erupções cutâneas e possíveis sangramentos. A taxa de letalidade costuma ficar em torno de 50%, podendo chegar a 90% em surtos anteriores.

Para enfrentar o surto, a OMS orienta ações como envio de equipes de resposta, reforço da vigilância, diagnóstico laboratorial rápido, centros de tratamento adequados e medidas de controle de infecção em unidades de saúde. Em relação a tratamentos, existem dois anticorpos monoclonais aprovados para Ebola (Ansuvimab e Inmazeb) e duas vacinas aprovadas para o Ebola de Bundibugyo: Ervebo e Zabdeno/Mvabea. A OMS recomenda que as pessoas procurem atendimento em centros de saúde e não façam tratamento domiciliar, pois o manejo precoce aumenta as chances de recuperação. Em casos de óbito em casa, as autoridades devem realizar um sepultamento seguro e digno.

Sobre viagens, a OMS não recomenda restrições comerciais ou de circulação nas áreas afetadas. Contudo, quem teve contato próximo com casos de Ebola deve evitar viagens sempre que possível e seguir a orientação das autoridades de saúde, incluindo monitoramento por 21 dias, aferição de temperatura e adesão a orientações de vacinação, quando disponível. No destino, é essencial manter contato com serviços de saúde para acompanhamento adequado.

Palavras-chave: Ebola, Bundibugyo, RDC, Uganda, OMS, Ervebo, Zabdeno/Mvabea, Ansuvimab, Inmazeb, monitoramento de 21 dias, transmissão, sintomas. Meta descrição: Surto de Ebola Bundibugyo na RDC e Uganda recebe alerta da OMS, com mobilização de vigilância, vacinação e tratamento, e orientações a moradores e autoridades sobre prevenção e resposta.

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