Um avanço nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos surge após a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca, com a concordância de criar um grupo de trabalho que, em 30 dias, apresente uma proposta concreta para superar tarifas e barreiras comerciais pendentes.
Nesta terça-feira, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, informou ter se reunido por videoconferência com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa, para dar seguimento ao encontro de 7 de maio entre Lula e Trump. Greer destacou o engajamento construtivo do Brasil e a expectativa de manter as discussões em curso.
As negociações vão além de tarifas. Ambos os lados discutem temas estratégicos como investimentos estrangeiros, minerais críticos e cooperação industrial. O governo brasileiro já sinalizou que as próximas semanas devem trazer reuniões técnicas para aprofundar propostas e reduzir entraves bilaterais.
Durante a reunião na Casa Branca, Lula argumentou que os Estados Unidos acumulam superávit comercial com o Brasil nos últimos 15 anos e rebateu críticas sobre tarifas brasileiras sobre produtos norte-americanos. Segundo ele, a média tarifária brasileira sobre importações dos EUA fica em torno de 2,7%, com exceções em setores específicos.
O tema da Seção 301, investigação dos EUA sobre práticas comerciais, também foi discutido, com a ideia de que o grupo de trabalho busque caminhos para reduzir tensões e facilitar o comércio entre as duas economias da região.
Além disso, Lula ressaltou a importância de acordos que assegurem previsibilidade, estímulem investimentos e promovam um canal aberto para resolver disputas sem recorrer a medidas de retaliação. A meta é criar condições para progressos reais nos próximos meses, beneficiando moradores e empresas de ambos os lados.



