Resumo: a produção do filme Dark Horse, sobre a campanha de Jair Bolsonaro, voltou a render polêmica. Memes envolvendo Katy Perry circulam nas redes, enquanto surgem denúncias e investigações sobre financiamento, com Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro no centro do tema. A cidade acompanha com atenção os desdobramentos e a busca por esclarecimentos sobre recursos públicos usados no projeto.
Dark Horse, que retrata a campanha de Bolsonaro em 2018, tem Jim Caviezel no papel principal, ao lado de Camille Guaty e outros atores. A estreia do filme está marcada para 11 de setembro, segundo anúncios divulgados pela produção, com elenco internacional que desperta curiosidade entre moradores da cidade.
Segundo o The Intercept Brasil, Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões para o conjunto do projeto, parte de um acordo total de R$ 134 milhões. Diálogos divulgados mostram Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro discutindo atrasos nos pagamentos e avaliando jantares com o elenco, incluindo Caviezel.
Uma mensagem em áudio traz Flávio cobrando o banqueiro e citando Caviezel e Cyrus, sugerindo que manter o cronograma financeiro seria crucial para o andamento da produção. As conversas revelaram uma pressão sobre prazos e compromissos ligados ao longa, gerando mais perguntas sobre a gestão de recursos.
Paralelamente, a polícia investiga um contrato de Wi-Fi de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo com uma ONG ligada ao filme, além de emendas parlamentares de cerca de R$ 8 milhões destinadas a empresas e entidades associadas à produtora. Os desdobramentos ampliam o escrutínio sobre o uso de verbas públicas em projetos culturais na cidade.
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O conjunto de informações aponta para uma discussão sobre financiamento de projetos culturais e o papel de verbas públicas na produção, com a cidade em alerta para eventuais falhas de governança. A investigação não se encerra e novas informações devem surgir nos próximos meses.
