Marcha de estudantes contra Tarcísio tem confusão na Faria Lima. Veja vídeo

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Estudantes das USP, Unesp e Unicamp voltaram às ruas nesta quarta-feira, 20 de maio, para cobrar mudanças em políticas públicas. A marcha reuniu cerca de 5 mil pessoas pela região da Faria Lima, em São Paulo, com foco na violência policial, privatizações e moradia. A greve da USP, iniciada em 15 de abril, já envolve mais de 105 cursos e unidades.

A concentração ocorreu no Largo da Batata, em Pinheiros, e seguiu pela avenida até o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Segundo a Polícia Militar, a Brigadeiro Faria Lima manteve o trânsito sob controle em alguns trechos, enquanto em outros houve bloqueio parcial. Imagens gravadas por espectadores registraram confrontos entre provocadores e estudantes durante o trajeto.

Entre as pautas da greve estão a melhoria da alimentação nos restaurantes universitários, o fim de privatizações, a garantia de espaços estudantis e o aumento do auxílio estudantil, equivalente a um salário mínimo paulista. Os organizadores também cobram isonomia nas políticas de valorização entre docentes, servidores e alunos, diante da bonificação de 4.500 reais para projetos estratégicos, custo de 239 milhões de reais ao orçamento da USP.

“A juventude de São Paulo disse basta!” — afirmou Vivian Mendes, manifestante e pré-candidata ao governo do estado pela Unidade Popular pelo Socialismo (UP). “Tarcísio quer ser um rei para governar para uma minoria de empresários continuarem enriquecendo às nossas custas.”

A Coordenadoria de Trânsito (CET) acompanha a mobilização para orientar motoristas e pedestres na região. O governador Tarcísio de Freitas reagiu à greve durante agenda no Palácio dos Bandeirantes, dizendo que a paralisação não entra em sua cabeça e classificando-a como politicamente motivada, apontando perda de oportunidade para os estudantes. Ele manteve o argumento de que a autonomia universitária deve guiar a distribuição de recursos.

“Tem uma questão da autonomia universitária. A gente não entra nas questões de gestão. A universidade tem autonomia para fazer a distribuição e a alocação de recursos”, afirmou o governador.

No dia 13 de maio, cerca de 2 mil estudantes voltaram a ocupar a Avenida Paulista, com falas e faixas criticando a gestão da universidade. Deputados e servidores públicos participaram do ato, cobrando respostas sobre auxílio à permanência estudantil, condições dos restaurantes universitários e a desocupação realizada pela PM na madrugada de 10 de maio. O movimento também reuniu lideranças de diversas siglas, incluindo o PSOL e o PT.

Os alunos discutem os próximos passos da paralisação e a retomada das negociações com a Reitoria da USP, na expectativa de avanços reais nas pautas de permanência e condições de estudo.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

PSOL cobra Hugo Motta por demora em processos contra deputados punidos por ocupar Mesa Diretora

O líder do PSOL na Câmara, deputado Tarcísio Motta, entregou pessoalmente ao presidente da Casa, Hugo Motta, um documento cobrando explicações sobre a...

Equipe econômica tenta postergar votação da PEC que amplia autonomia do BC

Resumo: Integrantes da equipe econômica do governo Lula atuam nos bastidores para adiar a votação da PEC que amplia a autonomia do Banco...

Orçamento da Igreja da Boa Viagem salta 45% e pode chegar a R$ 10,4 mi, mas repasse não é garantido

Resumo: O plano de restauração da Igreja e Hospício da Boa Viagem, em Salvador, pode ter o orçamento aumentado de R$ 7,2 milhões...