Renan Santos: visita de Flávio a Vorcaro foi para tirá-lo da delação. Vídeo

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Renan Santos, fundador do Partido Missão e coordenador do Movimento Brasil Livre, esteve em Brasília para a XXVII Marcha dos Prefeitos. Em entrevista, ele traça um caminho para o Brasil em 2027 com foco na segurança pública, em reformas fiscais profundas e na revisão do pacto federativo. O pré-candidato também comenta um episódio envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, apontando impactos na estratégia política.

Na segurança pública, Renan defende o chamado direito penal do inimigo, argumentando que quem atua no crime organizado não pode ter o mesmo tratamento de outros cidadãos. A ideia é agir com rapidez, ainda que reconheça o risco de vítimas inocentes. O slogan prático do programa é “prendeu ou matou”, ilustrando a firmeza necessária diante das organizações criminosas.

No campo econômico, ele defende a aprovação da PEC da Transição e uma reforma fiscal que desindexe reajustes de aposentadorias do salário mínimo e reveja gastos obrigatórios de saúde e educação. Também propõe revisar renúncias fiscais e privilégios do alto funcionalismo, além de discutir mudanças no INCRA para ampliar produtividade nas áreas rurais. O objetivo é tornar a dívida pública mais previsível e atrair investimentos externos.

Sobre instituições, Renan defende reformas no CNJ e uma relação mais clara entre Executivo e Judiciário. Em seus planos, ele afirma que, se necessário, não cumpriria decisões de tribunais que considere ilegais, desde que tenha passado pelo Legislativo. A ideia é criar, a partir de um processo legislativo, um equilíbrio entre poderes que preserve a eficácia das ações do governo.

Do ponto de vista eleitoral e social, ele aponta um perfil de apoio entre jovens homens e observa uma dinâmica de geração Z com maior receptividade entre homens e menor entre certas faixas femininas. Em relação às mulheres no MBL, reconhece a pressão e os ataques que sofrem e diz que o movimento precisa de proteção emocional para quem atua na política, sem abandonar uma linguagem simples e direta voltada ao público em geral.

Caso vença a eleição de 2027, Renan diz que priorizaria a aprovação da PEC da Transição, fortaleceria prefeitos e aceleraria reformas para reduzir a relação dívida-PIB. Entre as medidas, ele cita desindexar reajustes, revisar gastos e ampliar a entrada de capital externo. Ele acredita que o Brasil pode ir além de carnaval e futebol, tornando-se um polo industrial estratégico em um novo ciclo econômico global, desde que haja desenho de futuro claro e ações consistentes no curto prazo.

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