O Supremo Tribunal Federal inicia nesta sexta-feira a análise se a prisão preventiva de Felipe Cançado Vorcaro deve permanecer. Preso em 7 de maio durante a Operação Compliance Zero, ele é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro ligado ao Banco Master.
A Segunda Turma do STF fica responsável por julgar a decisão do relator André Mendonça, que converteu a prisão temporária em preventiva. Os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes têm até o dia 29 para apresentarem seus votos.
Quem é Vorcaro: empresário ligado a 14 empresas, ele é apontado pela PF como o cérebro financeiro do núcleo do Banco Master. Além de Felipe Cançado Vorcaro, é primo de Daniel Vorcaro e filho de Oscar Vorcaro, diretor da BRGD S.A., empresa apontada como origem dos recursos ilícitos.
As investigações apontam que ele atuava na definição de decisões estratégicas do grupo, por meio de movimentações financeiras e manobras societárias. A PF o descreve como operador-chave ligado ao esquema investigado pela Compliance Zero.
O caso ocorre em meio a debates sobre o tamanho da preventiva no combate à corrupção no setor financeiro brasileiro, e o desfecho pode reverberar nos próximos meses, conforme o STF delimita os limites do poder de atuação do grupo investigado.
