A seca tem reduzido a produção agrícola na zona rural de Feira de Santana, alterando o plantio e a preparação do solo e impactando a oferta de milho e amendoim para o período junino. Em Jaguara, produtores seguem plantando na esperança de chuvas melhores, mesmo com o El Niño pressionando o regime de chuvas.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana, Adriana Lima, afirma que muitos agricultores optaram por plantar mesmo com pouca chuva, tentando compensar as perdas futuras. A situação é agravada pela previsão de novas quedas de precipitação provocadas pelo El Niño.
A redução das chuvas também diminui a circulação de alimentos típicos do período junino, como milho e amendoim, que chegam ao centro de Feira de Santana em menor quantidade e, muitas vezes, vindos de outros municípios ou de áreas com irrigação.
O distrito de Humildes apresenta condições mais favoráveis pela localização, com maior volume de chuvas que favorece a produção agrícola. Em outras localidades, porém, a falta de água compromete a produtividade.
Segundo Adriana, a ausência de políticas públicas voltadas à irrigação impede a ampliação da produção familiar e dificulta a recuperação dos prejuízos causados pela seca. O seguro-safra do ano passado não foi pago por falta de decreto de emergência, e o benefício referente à safra de 2025 depende das condições climáticas e da verificação de prejuízos. Ela encerra: a chuva não veio como esperávamos, mas a fé e a esperança mantêm a expectativa de um bom inverno.
