Resumo: Em Patos de Minas, Minas Gerais, uma mulher de 46 anos foi presa em flagrante após agredir a filha de 16 anos e jogar água quente com macarrão instantâneo no corpo da adolescente. A vítima teve queimaduras de primeiro grau na perna direita e no tronco, e a ocorrência envolve desentendimentos que terminaram em violência doméstica.
Segundo a Polícia Militar, a briga teve início com divergências envolvendo um ventilador e um irmão, de 26 anos. A mãe passou a xingar as filhas e chegou a ameaçar matar a jovem com uma faca. Os três filhos esconderam a arma diante da tensão, em meio a uma série de desentendimentos que vinham se repetindo.
Ao retornar para a casa, a irmã mais velha viu a mãe tentar tomar a mala da adolescente para impedir que saísse. A situação escalou para tapas e socos no rosto e no tórax, até que a mãe pegou uma panela no fogão e jogou água quente com macarrão sobre o lado direito do corpo da jovem.
Após o ataque, a mãe continuou agredindo com a panela, enquanto a filha resistia para se libertar dos cabelos puxados. Uma testemunha e a irmã de 13 anos precisaram intervir para conter a violência. A agressora saiu de casa, acionou o Samu e a Polícia Militar e só então retornou para a residência.
Ao voltar, a mãe despejou os pertences da filha no chão, espalhou alho, água e óleo queimado sobre as roupas e tentou acender fogo nas peças com um isqueiro. A jovem, acompanhada das irmãs, deixou o local para buscar socorro, afastando-se da residência.
Na chegada da PM, a vítima já recebia atendimento do Samu. Ela apresentava queimaduras de 1º grau, mas não havia necessidade de encaminhamento hospitalar. A agressora, mencionada como tendo histórico de transtornos neurológicos e uso de medicação controlada, afirmou não ter tomado remédios naquele dia. O Conselho Tutelar foi acionado e a ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, que prendeu a mãe em flagrante por lesão corporal no âmbito familiar. Ela permanece à disposição da Justiça.
Este caso evidencia a gravidade da violência doméstica na região de Patos de Minas e reforça a importância de denúncias rápidas e apoio técnico às vítimas. A cidade acompanha de perto os desdobramentos legais e as medidas de proteção às jovens envolvidas.
