Resumo: Tulsi Gabbard, diretora da Inteligência Nacional dos EUA (DNI), anunciou a renúncia para cuidar do marido, que luta contra um câncer. O presidente Donald Trump elogiou o trabalho da funcionária e indicou que o vice Aaron Lukas assumirá a DNI de forma interina a partir de 30 de junho. A decisão marca uma mudança importante no alto escalão em meio a tensões políticas.
Gabbard chegou à DNI no início do segundo mandato de Trump e, durante a gestão, manteve um perfil controverso com episódios de discordância em temas de política externa. Em março, durante audiência no Congresso, ela não confirmou a alegação de que o Irã representava uma ameaça iminente antes dos ataques que acirraram o conflito no Oriente Médio. A atuação da diretora ficou marcada por esse tipo de embate institucional, em um governo liderado por Trump, que está em seu segundo mandato presidencial.
A trajetória de Gabbard, ex-militar do Havaí, ganhou projeção ao romper com o . Suas críticas ao intervencionismo norte-americano e a posição sobre a guerra na Ucrânia — frequentemente associada a uma postura pró-Rússia — alimentaram debates acalorados dentro dos órgãos de inteligência e do establishment político.
A saída de Gabbard representa o quarto afastamento feminino entre os nomes de alto escalão do governo Trump em poucos meses. O presidente designou o Aaron Lukas como interino da DNI. A reportagem também aponta outras renúncias recentes: a Procuradora-Geral Pam Bondi, a Secretária de Segurança Interna Kristi Noem e a Secretária do Trabalho Lori Chavez-DeRemer. Analistas veem que essas mudanças refletem tensões entre a Casa Branca, o aparato de inteligência e aliados, com impactos ainda a serem avaliados na condução de políticas externas e de segurança.
