Pesquisa eleitoral divulgada na Bahia é alvo de críticas por supostas irregularidades e metodologia; entenda

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Pesquisa do IPSENSUS sobre a Bahia aponta 40% de aprovação para o governador Jerônimo Rodrigues e vantagem para o Senado de Rui Costa, mas é alvo de críticas por supostas irregularidades com dados do TRE-BA, incluindo divulgação fora do prazo e lacunas no questionário.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores da Bahia entre 9 e 13 de maio, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e 95% de confiança. O custo da pesquisa foi de R$ 10 mil.

Gráfico da pesquisa IPSENSUS

Os resultados indicam 40% de aprovação para Jerônimo Rodrigues. Na disputa pelo Senado, Rui Costa lidera com 26,6%, seguido por Jaques Wagner (23,4%), João Roma (9,6%), Angelo Coronel (5%) e Delliana Ribeiro (1,1%).

A denúncia foi apresentada pelo dono do Instituto Séculos, responsável pela pesquisa, que diz ter divulgado o resultado fora do prazo. Além disso, o registro não traz análises para governador e presidente, presentes no questionário aplicado aos entrevistados.

Adeir Ismerim, advogado especialista em direito eleitoral, afirma que toda a divulgação deve estar registrada, com indicação da unidade da federação e dos cargos. “A lei 9.504 e a resolução TSE 23.747 exigem isso”, declarou.

Partidos ou o Ministério Público podem apresentar representação no TRE-BA para apurar a legalidade da pesquisa. Caso sejam comprovadas irregularidades, o órgão pode aplicar multa ao responsável e suspender a divulgação.

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