Israel irá intensificar a ofensiva contra o Hezbollah no Líbano, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em meio a negociações entre EUA e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. Netanyahu afirma ter ordenado acelerar as operações, ampliar os golpes e manter a pressão sobre o Hezbollah até que a capacidade militar do grupo seja reduzida. A mensagem chega em meio a uma tensão regional acentuada, com aliados observando cada movimento.
As Forças Armadas israelenses reforçam bombardeios no sul do Líbano, mirando especialmente os arredores da cidade de Tiro, mesmo com a trégua vigente desde 17 de abril. O objetivo é debilitar o Hezbollah e reduzir a capacidade de resposta do grupo armado na fronteira, aumentando a pressão sobre todos os involvedos na região.
Nos bastidores, o secretário de Estado Marco Rubio viajou à Índia em busca de sinais de um desfecho. Ele disse acreditar que, nas próximas horas, podem surgir boas notícias sobre o conflito e que um acordo poderia abrir caminho para um cenário mais estável no curto prazo. O Irã afirma haver avanços, mas garante que o acordo não é iminente; fontes do governo destacam que, embora haja progresso, ainda faltam pontos para fechar o entendimento.
Trump afirmou nas redes sociais que o acordo foi amplamente negociado e depende de uma finalização entre os EUA, a República Islâmica e parceiros. O Irã mantém que o pacto não está próximo de ser concluído. Segundo relatos, Trump garantiu a Netanyahu que não assinará o texto final sem a remoção de todo o urânio enriquecido do território iraniano. A região observa com cautela enquanto EUA, Irã e potências buscam um desfecho para um conflito que se arrasta há anos.
