Resumo: o Ministério Público da Bahia deflagrou a Operação Sponsor para apurar peculato, fraudes em licitações e desvios de verbas públicas que deveriam financiar a população LGBT+ da cidade e entidades carnavalescas, impactando o Carnaval de Salvador 2025. Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em um órgão público, uma associação e endereços ligados a cinco pessoas, incluindo servidores municipais.
A Justiça determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras municipais, no âmbito de uma linha de apuração que mira a gestão dos recursos destinados a eventos culturais e sociais da capital.
O movimento é conduzido pelo Gaeco e pela Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa, com apoio da Promotoria de Defesa dos Direitos da população LGBT+ da cidade, da Central de Assessoria Técnica Interdisciplinar (Cati) e da Polícia Militar, por meio do CPAp.
Segundo as investigações, mais de R$ 1,1 milhão repassados pela prefeitura teriam sido desviados por meio de uma associação de fachada. O dinheiro deveria financiar eventos em 57 bairros e apoiar 18 blocos carnavalescos no Carnaval de 2025, beneficiando integrantes da própria entidade.
A apuração começou após informações de organizadores de eventos e da população LGBT+ da cidade que relataram irregularidades na destinação de verbas para o projeto Caminhada da Diversidade LGBTI+.
