Gerson Palermo, chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) e um dos criminosos mais procurados do Brasil, foi preso nesta terça-feira (26/5). Condenado a mais de 126 anos de prisão, ele estava foragido desde 2020, quando recebeu prisão domiciliar por motivos de saúde e rompeu a tornozeleira, somando seis anos de fuga.

Palermo já era conhecido pela sua longa ficha criminal e por atuar de forma associada a ações consideradas de alto risco. Em agosto de 2000, ele teria participado do sequestro de um Boeing 727 da Vasp, tomado pouco depois da decolagem em Foz do Iguaçu. Ao longo dos anos, autoridades o apontaram como líder de uma rede criminosa de alcance internacional.
Em março de 2017, a Polícia Federal o identificou como chefe de um grupo ligado ao tráfico internacional, consolidando a imagem de um criminoso de grande notoriedade. Antes disso, suas condenações já somavam mais de um século de prisão, consolidando seu lugar entre os alvos mais procurados da Justiça.
No entanto, apesar da extensa ficha criminal, ele foi liberado do presídio federal onde estava detido, em 2020, após o desembargador Divoncir Schreiner Maran conceder prisão domiciliar por supostos problemas de saúde.
Após a liberação, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e ficou foragido por seis anos. O episódio resultou em consequências disciplinares para o magistrado, que acabou aposentado compulsoriamente após o andamento do processo administrativo.
A prisão de Palermo representa mais um capítulo na luta contra o crime organizado e reforça o papel das autoridades em cumprir as penas previstas, independentemente do tempo decorrido ou da notoriedade do acusado.
