A China reiterou que continuará a apoiar Cuba diante da crescente pressão dos EUA sobre a ilha caribenha. Em Nova York, na terça-feira (26), o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, disse ao chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla que Pequim defenderá Cuba em foros internacionais e apoiará o desenvolvimento econômico e social do país, ressaltando que essa posição busca a justiça para a ilha.
Durante a reunião, Wang Yi reforçou que a China não apenas defenderá Cuba em instâncias multilaterais — incluindo as Nações Unidas —, como também atuará de forma prática para apoiar projetos de desenvolvimento econômico e social na ilha. Segundo o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, a posição de Pequim está enraizada na busca pela justiça e no empenho de promover o bem-estar do povo cubano, especialmente em setores estratégicos da economia.
A declaração ocorre no contexto de um endurecimento da posição dos EUA frente a Cuba, sob o governo de Donald Trump. O embargo econômico, vigente desde 1962, permanece na prática e foi acompanhado, nos últimos meses, por medidas adicionais de pressão financeira e diplomática. Além dessas restrições, Trump voltou a indicar a possibilidade de ações diretas contra o governo cubano, citando como cenário o fim do conflito envolvendo o Irã.
Essa combinação de apoio chinês e pressão norte-americana pinta um quadro de alta volatilidade para Cuba, que tenta manter alianças estratégicas para contornar sanções e buscar oportunidades de desenvolvimento. Enquanto a China reforça seu papel como parceiro externo, Cuba continua a navegar num terreno complicado, buscando estabilidade e crescimento em meio a tensões entre potências globais.
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