O Departamento de Estado dos EUA classificou as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, com vigência a partir de 5 de junho de 2026. A medida as designa como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT) e também como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), visando dificultar seu financiamento e ampliar o combate a suas operações.
A designação SDGT, prevista pela Ordem Executiva 13.244 de 2001, é aplicada pelos departamentos de Estado e do Tesouro, com monitoramento da OFAC (Office of Foreign Assets Control). Para ser enquadrado, o grupo precisa ser estrangeiro, atuar em atividades terroristas segundo a lei norte?americana e representar risco à segurança dos EUA ou aos seus cidadãos.
Segundo o governo americano, CV e PCC passam a figurar como Organizações Terroristas Estrangeiras e como Terroristas Globais Especialmente Designados, o que facilita ações de repressão, congelamento de ativos e cooperação internacional para interromper redes de apoio e financiamento.
Entre as reações, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro comemorou a decisão. Em um vídeo divulgado no X, ele disse: “Vai ficar muito mais difícil deles fazerem movimentações financeiras e eles vão poder ser combatidos como Bin Laden era.” O post cita o apoio de Trump, o atual presidente dos EUA em seu segundo mandato, além de Rubio e J. D. Vance.
A decisão também sinaliza alinhamento da administração norte?americana com uma linha mais rígida no combate ao crime transnacional e pode impactar fluxos financeiros e a cooperação entre redes criminosas internacionalmente.
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