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STF decide que shopping centers são responsáveis por garantir espaço para amamentação de filhos de funcionárias de lojas

STF decide que shopping centers são responsáveis por garantir espaço para amamentação de filhos de funcionárias de lojas
STF decide que shopping centers são responsáveis por garantir espaço para amamentação de filhos de funcionárias de lojas

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Resumo: o STF decidiu, por unanimidade, que os shopping centers são responsáveis por assegurar espaço adequado para amamentação e acolhimento dos filhos das trabalhadoras das lojas instaladas no empreendimento. A decisão, proferida na sessão de 27, oferece aos centros de compras um prazo de até um ano para se adequarem.

A origem do caso vem de uma ação do Ministério Público do Trabalho contra o Shopping Cidade Jardim, em Natal (RN), que pleiteava a construção e manutenção de um espaço destinado ao acolhimento de filhos durante a amamentação. A decisão inicial foi contrária, o TRT da 21ª Região manteve o entendimento, e o TST reformou para atribuir a responsabilidade ao shopping. O recurso chegou ao STF, que manteve a linha de entendimento.

No plenário, o relator Flávio Dino negou provimento em decisão monocrática; posteriormente, a tese foi acolhida pela Primeira Turma, e nos embargos, o ministro Gilmar Mendes conduziu o debate. O Supremo fixou a ideia de que, para efeitos da CLT, o conceito de “estabelecimento” deve abranger os shopping centers, especialmente em relação às empregadas das lojas que compõem o centro comercial, sempre observando os princípios constitucionais de proteção à maternidade, à infância e ao mercado de trabalho da mulher.

A tese substitui a leitura estrita do texto pela interpretação ampliada, levando em conta que os shoppings administram áreas comuns e têm poder sobre a organização física do empreendimento. Assim, shopping centers passam a ser sujeitos passivos na garantia de espaços para amamentação e cuidado, estendendo a obrigação a todo o centro, não apenas aos lojistas isoladamente. A norma aplica-se a estabelecimentos com, pelo menos, 30 mulheres empregadas com mais de 16 anos de idade, que devem manter local apropriado para deixar os filhos sob vigilância durante a amamentação.

A decisão aponta que a proteção constitucional à maternidade, à infância e ao mercado de trabalho da mulher orienta a interpretação do art. 389 da CLT, §1º, de modo a incluir o shopping center como parte integrante das condições de trabalho das funcionárias das lojas. Com isso, a responsabilidade pela implementação do espaço recai sobre o conjunto do centro, reforçando direitos básicos das trabalhadoras dentro dos empreendimentos comerciais.

O texto estabelece, ainda, que os centros de compras têm fim de adaptar-se ao veredito no prazo de um ano, garantindo que todas as unidades estejam aptas a atender as necessidades das mães trabalhadoras. E você, como enxerga essa extensão de responsabilidade para além do lojista? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como essa decisão pode impactar o cotidiano no seu shopping preferido.

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