Navegador chegou à Bahia após 100 dias remando sozinho pelo Atlântico, há 42 anos

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo
Itacimirim, Bahia – Em setembro de 1984, Amyr Klink chegou à Praia da Espera após atravessar o Atlântico Sul a remo, sem motor. Segundo o G1, parceiro do PrimeiroJornal, a travessia começou em Lüderitz, Namíbia, e durou 100 dias e 9 horas, cobrindo ~3,7 mil milhas náuticas (cerca de 7 mil km). A jornada contou com 150 refeições desidratadas, sem GPS, e desembocou no litoral norte baiano.

Praia da Espera, Itacimirim, Camaçari, Bahia – Em setembro de 1984, o navegador Amyr Klink tornou-se a primeira pessoa a cruzar o Atlântico Sul a remo, sem motor, chegando à Praia da Espera, no distrito de Itacimirim, litoral norte baiano. Segundo informações divulgadas pelo G1, parceiro do PrimeiroJornal, a travessia teve início em Lüderitz, Namíbia, e terminou na Bahia após 100 dias e 9 horas no mar.

Ao todo, o percurso somou cerca de 3,7 mil milhas náuticas (aproximadamente 7 mil quilômetros). A embarcação, com 5,94 m de comprimento e 1,52 m de largura, era movida apenas pela força dos braços, sem motor. Klink remou, em média, oito horas por dia, cuidando da navegação, da alimentação e da manutenção do barco.

A travessia ocorreu sem GPS, com o navegador utilizando um sextante para determinar a posição a partir de observações dos astros. A comunicação com familiares era restrita, por rádio, em horários combinados. A alimentação foi planejada com 150 embalagens de refeições desidratadas sem sal, para reduzir o peso e manter a nutrição durante o percurso.

O oceanógrafo Guilherme Camargo Lessa, do Instituto de Geociências da UFBA, afirma que as condições do Atlântico contribuíram para o deslocamento. Segundo ele, ventos e correntes ajudaram a direcionar o trajeto rumo ao Brasil, e as remadas foram determinantes para reduzir o tempo da travessia. Ele também destacou que as condições tendiam a ficar menos adversas ao norte, com maior estabilidade climática.

Entre os riscos da empreitada estão colisões com objetos à deriva, animais de grande porte e eventuais problemas estruturais. A embarcação precisava suportar as ondas e retornar à posição correta caso virasse. Ao final, Klink escolheu um local seguro para desembarcar: a Praia da Espera, em Itacimirim, marcando o fechamento de uma das travessias marítimas mais marcantes já feitas por um navegador solo.

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