Resumo: Polícia Civil do Paraná deflagra operação contra uma família suspeita de abastecer grupos do Rio de Janeiro com drogas e armas. São 14 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em PR, RJ e SP; bloqueio de 21 contas e até R$ 10 milhões, além de 19 veículos. Investigação aponta logística entre Maringá, Curitiba e Rio. Palavras-chave: operação policial, Paraná, drogas, armas, bloqueio de contas, Maringá, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo.
Paraná — A Polícia Civil do Paraná deflagrou, nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, uma operação contra uma organização criminosa familiar suspeita de abastecer grupos no Rio de Janeiro com grandes carregamentos de drogas e armas. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão nos estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
A investigação aponta que o núcleo era chefiado por um homem que contava com a companheira e os quatro filhos para manter a estrutura, com cada integrante exercendo funções específicas, desde o transporte até a movimentação e ocultação de recursos financeiros.
A Justiça determinou o bloqueio de 21 contas bancárias e de aplicações financeiras até o teto de R$ 10 milhões, além de medidas sobre 19 veículos vinculados aos investigados.
A apuração teve início em fevereiro deste ano, após a divulgação de provas obtidas com a prisão, em dezembro de 2025, de um traficante responsável por transportar grandes quantidades de drogas e armas de Curitiba para comunidades dominadas por organizações criminosas no Rio.
Com a detenção, segundo a polícia, outro homem assumiu a função e passou a coordenar a logística entre Maringá, Curitiba e o Rio de Janeiro, permitindo o rastreamento da estrutura familiar.
Em junho, a polícia localizou cerca de 459 quilos de cocaína e crack, um fuzil calibre 5,56 mm, nove pistolas e peças para montagem de 15 fuzis calibre 7,62 mm. Dois integrantes da família foram flagrados transferindo o material de um caminhão para outro veículo em Campo Largo, no Paraná.
Onze dias depois, outro carregamento relacionado ao grupo foi interceptado em Ourinhos, no interior de São Paulo. Desta vez, foram encontrados 18 fuzis, carregadores e drogas.
A investigação aponta que o grupo criou uma transportadora de fachada para dar aparência legal às operações. Drogas e armas eram escondidas entre mercadorias lícitas levadas pelos caminhões da própria empresa. Além disso, os carros-“batedores” seguiam à frente das cargas, informando, em tempo real, a localização de postos da Polícia Rodoviária Federal e de viaturas ao longo do trajeto.
A liderança também teria criado identidades falsas para abrir contas bancárias em nomes de terceiros, facilitando a movimentação financeira da organização.
Fonte: Polícia Civil do Paraná (PCPR/Divulgação). A apuração, que segue em andamento, reforça o desmantelamento de uma rede que operava entre os estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Resumo: Operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga uma família por registros de veículos de alto valor, criação de transportadora e negócios milionários. Uma empresa foi registrada em São Paulo (Avenida Brigadeiro Faria Lima) durante buscas nesta sexta-feira. São apurados R$ 28,8 milhões em créditos e discrepâncias com a renda declarada; há ligação com facção criminosa fluminense e atividades envolvendo aeronave, hangar em Foz do Iguaçu e clube de voo.
São Paulo foi palco de uma das ações da operação, deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta sexta-feira, que apura o registro de veículos de alto valor, a constituição de uma transportadora e negócios milionários conduzidos pela família investigada. A ação integra o conjunto de buscas realizado pela PCPR para esclarecer a atuação financeira dos suspeitos.
Segundo o inquérito, um dos filhos da família repetiu a estratégia, adotando outra identidade e abrindo duas empresas. Uma dessas companhias foi registrada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, onde a polícia executa uma das buscas nesta sexta-feira.
Atenção: a análise financeira identificou aproximadamente R$ 28,8 milhões em créditos vinculados aos investigados, com indícios de incompatibilidade entre parte dessas movimentações e a renda declarada pelos envolvidos.
Entre as empresas do núcleo familiar, houve movimentação de R$ 4,2 milhões entre 2025 e 2026, enquanto o faturamento informado ao contador era de pouco mais de R$ 34 mil. Um dos filhos recebeu individualmente mais de R$ 1,1 milhão no mesmo período e realizou saques em espécie superiores a R$ 393 mil. A investigação também identificou depósitos realizados no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis.
Um dos filhos recebeu individualmente mais de R$ 1,1 milhão no mesmo período e realizou saques em espécie superiores a R$ 393 mil. A investigação encontrou ainda depósitos feitos no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis.
A PCPR identificou ainda um elo financeiro entre a família e uma facção criminosa fluminense. A conexão passaria por uma empresa formalmente dedicada a serviços de serralheria e vidraçaria. Somente essa empresa recebeu mais de R$ 17 milhões em créditos em 2025. O responsável formal, apontado como encarregado do controle financeiro da facção, declarou renda mensal de R$ 1,5 mil, mas movimentou mais de R$ 3,6 milhões.
A investigação localizou ainda operações envolvendo uma aeronave, a construção de um hangar em Foz do Iguaçu e a aquisição de uma cota em um clube de voo no interior de São Paulo por R$ 989,5 mil.

