Pai de falso médico em SP também já tinha sido detido por exercer medicina ilegalmente

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Resumo: em São Paulo, a Polícia Civil desarticula um esquema de falsos médicos que atuavam no Hospital Jardim Helena, na zona leste, levando à prisão de Marcos Phelipe de Barros e à fuga de Mayke César Silva. A investigação aponta um rastro de possíveis mortes associadas aos serviços médicos clandestinos, em meio à segunda fase da Operação Hipócrates, que mira desarticular médicos sem formação atuando em hospitais privados.

Segundo a autoridade, Marcos Phelipe foi detido durante a ação, enquanto Mayke César Silva permanece foragido, já tendo sido alvo da primeira fase da operação e fugido para o Chile. A polícia não divulgou a data exata de todos os fatos, mas afirmou que o caso envolve atuação ilegal de médicos sem titulação em um hospital da região leste da capital.

Os dois auxiliavam como plantonistas aos finais de semana no Hospital Jardim Helena, em São Miguel Paulista, realizando mais de 2 mil atendimentos no período de dois anos. A investigação aponta que, mesmo sem formação, eles assumiram funções médicas e chegaram a atender casos graves em dois médicos foragidos, ampliando o risco para pacientes.

Para se passarem por profissionais, os investigados teriam utilizado dados verdadeiros de médicos já formados. Marcos Phelipe teria se apropriado de informações de um médico identificado como Nicolas, de Marília, e Mayke usava a identidade de um médico de Catanduva. A polícia afirmou que os criminosos possuíam cópias do CRM e do diploma, o que facilitava a atuação clandestina e potencialmente dificultava a identificação dos fraudadores.

Ao menos nove mortes são apuradas como graves indicativos da atuação dos falsos médicos. Segundo o delegado Mariano de Araújo, já há um laudo do IML associando uma morte a um erro de procedimento — uma paciente com aneurisma no aorta que ficou oito horas sem o exame adequado. Os demais casos ainda aguardam conclusão de laudos e podem aumentar o número de vítimas.

Uma gravação obtida pela reportagem mostra Marcos Phelipe aplicando uma injeção em uma mulher em via pública; a substância citada pela polícia seria Mounjaro. A lista de pacientes atendidos pelos dois ainda é periciada, o que pode aumentar o total de casos sob investigação.

Ainda conforme as apurações, Mayke é biomédico formado, enquanto Marcos, mesmo tendo feito alguns semestres de Medicina, não concluiu a formação. Eles teriam se conhecido e chegado a atuar juntos em diferentes cidades do interior paulista, incluindo Taboão da Serra, antes de serem envolvidos no caso da zona leste.

O caso é descrito pela Polícia Civil como parte de um esquema maior de falsidade ideológica envolvendo títulos, CRM e diplomas. A operação segue em andamento para esclarecer a extensão das irregularidades, as identidades utilizadas e o verdadeiro desfecho de cada atendimento realizado pelos suspeitos.

E você, o que pensa sobre esse tipo de golpe médico e como a sociedade pode se proteger? Compartilhe sua opinião nos comentários, interaja com a matéria e ajude a conscientizar sobre os riscos da atuação irregular na saúde.

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