Esquerda tem que usar verde e amarelo na Copa para cores não serem tomadas por fascista, diz Lula

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A esquerda brasileira precisa aprender a utilizar na Copa do Mundo as cores verde e amarela para que elas não sejam tomadas por fascistas, afirmou o presidente Lula (PT) na tarde deste sábado (30), no Rio de Janeiro, no lançamento da plataforma de streaming Tela Brasil.
 

Lula se referiu às cores presentes na bandeira nacional logo no início de sua fala, ao ver o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), com um casaco amarelo, da seleção brasileira.
 

As duas cores, na política, foram dominadas por aliados de Jair Bolsonaro (PL) há anos e, desde a posse em seu terceiro mandato, o governo Lula busca incentivar o verde e amarelo.
 

“Você [Cavaliere] precisa colocar o verde e amarelo e colocar ‘não bolsonarista’. Essa é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a fazer. A gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, afirmou o presidente, que foi aplaudido pelos presentes.
 

Em seguida, o autor Paulo Betti, que estava no palco do evento ao lado de outros artistas, exibiu uma bandeira brasileira.
 

Durante o seu discurso de 15 minutos, Lula disse que o Brasil hoje ganhou “muita respeitabilidade” e voltou a criticar privatizações, argumentando que os processos não trouxeram ganhos para a sociedade brasileira. Ele citou, por exemplo, a venda da BR Distribuidora pela Petrobras.
 

O presidente não chegou a mencionar a decisão dos Estados Unidos de classificar como terroristas o PCC e o Comando Vermelho, anunciada na quinta-feira (28) por membros do governo Donald Trump.
 

Lula, contudo, mandou vários recados em defesa da soberania do Brasil. “O Brasil hoje ganhou muita respeitabilidade. Sabe por quê? Porque quem quiser ser respeitado tem que se respeitar. Ninguém respeita quem não se respeita”, disse.
 

“Não somos mais feios, não somos mais baixos, não somos menos inteligentes. Nós somos iguais a todo mundo”, acrescentou em outro momento.
 

O Tela Brasil é o novo serviço público de streaming dedicado exclusivamente ao audiovisual brasileiro, que foi lançado por Lula e pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante o Rio2C.
 

“Ajudem esse país a fazer a revolução que ele não fez, a revolução cultural para que esse país tecnicamente seja dono do seu nariz, da sua história e das suas coisas”, declarou o presidente.
 

STREAMING GRATUITO
 

A iniciativa do streaming foi desenvolvida pelo Ministério da Cultura com apoio da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), com o objetivo de ampliar o acesso da população à produção audiovisual nacional. Ela já está no ar, no site telabrasil.cultura.gov.br, integrada ao gov.br.
 

Em sua fase inicial, o serviço estará disponível apenas na versão web, com previsão de lançamento dos aplicativos para iOS e Android nas semanas seguintes.
 

O catálogo de estreia reúne mais de 560 obras, entre curtas, médias e longas-metragens, séries e documentários. A seleção inclui clássicos do cinema brasileiro, filmes indicados ao Oscar e produções contemporâneas, contemplando diferentes regiões, períodos e estilos da cinematografia nacional.
 

A plataforma também incorpora recursos de acessibilidade, como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras.

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