Mãe perde bebê após dias de trabalho de parto: “Fiquei 24h em jejum”

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No Distrito Federal, Karleane da Conceição, 25 anos, chegou ao Hospital Regional do Gama com pré-eclâmpsia e parto prolongado. A cesárea ocorreu no dia 26 de junho, mas o bebê nasceu sem vida. A SES-DF abriu apuração para esclarecer as circunstâncias, enquanto a Polícia Civil investiga mortes recentes na rede pública de saúde.

Karleane foi admitida no HRG no dia 24 de junho, com pressão alta, ânsia de vômito, dor de cabeça e visão turva. A cardiotocografia inicial não apontou alterações. Ela afirma ter ficado mais de 24 horas em jejum, sem explicação, antes da decisão de realizar a cesárea – que ocorreu cerca de 10h da manhã de sexta-feira, 26/6. O bebê nasceu sem respirar, com as unhas roxas, e não resistiu, mesmo após tentativas de reanimação. A mãe relatou que havia muito líquido e sangue no interior da barriga e que não houve clearesa sobre a causa da morte.

“Eu já senti meu bebê agitado; elas mesmas sentiram. Fizeram outra cardiotocografia, que apontou 165 batimentos por minuto, mas disseram que estava tudo bem.”

Ao final do atendimento, a família levou o recém-nascido ao Instituto Médico Legal para apurar a causa da morte. A Secretaria de Saúde do DF informou que instaurou a investigação das circunstâncias do caso e só se manifestará após o desfecho do processo, em respeito aos fatos e ao devido procedimento.

Mortes suspeitas na rede pública de saúde também vêm sendo apuradas pela Polícia Civil nos últimos dias. O conjunto de ocorrências envolve partos, transferências e atendimentos em diferentes unidades da capital, reforçando a necessidade de transparência e apuração rápida das causas.

Entre os casos sob investigação, destacam-se:

  • 6 de julho: bebê de 5 meses morre após extubação acidental durante transferência do HRP para o HCB; a família denunciou o ocorrido.
  • 10 de julho: Maria Graciana Andrade Alves, 36 anos, morre durante trabalho de parto no Hospital Regional de Samambaia (HRSam).
  • 12 de julho: Rodrigo Resende Prado, 46 anos, falece enquanto aguardava atendimento no HBDF após sofrer mal súbito na entrada do hospital.
  • 13 de julho: Maria Aparecida Galdino dos Santos morre após parto no HRSam; placenta retida no útero e hemorragia, apesar de procedimento médico.
  • Junho: Vilmar Pereira da Silva, em situação de rua, morre na recepção da UPA Recanto das Emas; investigação por possível omissão de socorro.

Além desses casos, a atuação de instituições como a SES-DF e a PCDF está voltada a esclarecer episódios envolvendo gestantes e pacientes na rede pública, com o objetivo de evitar novas situações de risco para a população.


E você, o que pensa sobre a segurança do atendimento obstétrico na capital? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a abrir esse diálogo importante sobre qualidade de cuidado na saúde pública.

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