Uber nega preconceito contra criança autista em BH e defende motorista

Escrito por: Diógenes Cunha

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Belo Horizonte — A Uber informou nesta sexta-feira (17/7) que não houve recusa de viagem por parte de motorista no caso envolvendo uma mãe e a filha autista, após viralizar um vídeo que gerou debate sobre discriminação no serviço de transporte por aplicativo.

Andreswd/ Getty Images
Foto colorida de criança com pulseira símbolo do autismo segurando mão de adulto - Metrópoles

A mãe, Elisa Albuquerque, publicou o relato nas redes sociais na terça-feira (14/7), dizendo que, ao tentar retornar para casa com a filha após atendimento em um posto de saúde, o motorista se recusou a seguir com a corrida pela condição da criança.

Ela descreveu que o condutor afirmou não levar a criança quando viu o crachá de identificação de autismo. O desentendimento levou a mãe a deixar o carro e a registrar toda a situação em vídeo, que ganhou ampla circulação online.

Em entrevista ao Metrópoles, Elisa contou que, após a publicação do vídeo, recebeu relatos sobre conduta de motoristas e acionou a Uber e a Polícia Civil. A gravação que ela fez também gerou repercussão entre usuários das redes sociais.

A Uber informou que a interação entre o motorista parceiro e a usuária foi gravada pelo celular do motorista e reportada à plataforma. Após análise do material pelo suporte, foi constatado que não houve recusa de viagem por parte do motorista. A empresa lamentou a discussão e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar, destacando que não tolera discriminação em viagens.

A Uber reforçou que não tolera qualquer discriminação em viagens pelo aplicativo e reiterou o compromisso com respeito, igualdade e inclusão para todos os usuários. A empresa orienta que, em casos de tratamento inadequado, os usuários devem reportar os incidentes para que as medidas cabíveis sejam tomadas.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o caso está sendo investigado e que os fatos denunciados serão apurados pela Delegacia Especializada em Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso de Belo Horizonte.

O protocolo de apuração segue com investigação para esclarecer o ocorrido e determinar eventuais responsabilidades, sempre dentro das normas legais que protegem as pessoas com deficiência.

E você, o que acha da forma como plataformas de mobilidade tratam situações envolvendo crianças com deficiência? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a enriquecer o debate sobre respeito, inclusão e uso responsável de aplicativos de transporte.

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