Colombianos encaram com surpresa e medo 2º turno entre esquerda e extrema direita

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A Colômbia se aproxima do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 21 de junho, entre o outsider Abelardo de la Espriella e o senador de esquerda Iván Cepeda. Após votação acirrada no domingo (31), o país vive a polarização entre duas propostas diametralmente distintas, em meio a um clima de violência que marca a última década e preocupa moradores e investidores.

Nos resultados preliminares, De la Espriella ficou na frente com 43,7% dos votos, enquanto Cepeda somou 40,9%. A posição surpreendeu analistas e eleitores, com comentários de que as pesquisas subestimaram o desempenho do advogado milionário, visto por muitos como um verdadeiro outsider, e que Cepeda, apesar de sua base de apoio, não atingiu o teto esperado.

Em Bogotá e em outras capitais, a leitura do primeiro turno foi ambígua: a esquerda celebrou a proximidade de Cepeda, mas muitos manifestaram temores com o que o duelo representa. Em Barranquilla, eleitores disseram buscar “sangue novo” e uma guinada econômica, enquanto a oposição ressaltou a necessidade de manter firmeza contra a criminalidade e a sensação de insegurança que atravessam o país.

De la Espriella se apresenta como o outsider que pode provocar mudanças profundas: defende menos Estado na economia, livre mercado e menos burocracia. Cepeda, por sua vez, promete manter a linha do governo atual, com foco em políticas sociais para os pobres, jovens, afrodescendentes e povos indígenas, e críticas à violência e à violência econômica que afetam diversas regiões do país. O debate também envolve a avaliação das legados de Petro, o atual presidente, cuja gestão de “paz total” é alvo de críticas por parte de eleitores de direita.

Se a esquerda vencer, a Colômbia poderia ter, pela primeira vez, uma vice-presidente indígena, Aida Quilcué, da etnia nasa, ampliando a representatividade das minorias no alto escalão. A disputa no segundo turno se coloca entre defesa de direitos sociais e mercados mais livres, em uma coalizão que pode redefinir prioridades nacionais e o papel do Estado na vida cotidiana dos colombianos.

E você, o que espera do segundo turno? Qual caminho você acredita que melhor atende às necessidades atuais da Colômbia — continuidade das políticas sociais com mudanças na economia ou uma guinada econômica com foco no mercado? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre esse embate entre democracia, mudança e o futuro do país.

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