Resumo: A União dos Municípios da Bahia (UPB), sob a liderança de Wilson Cardoso, celebra o teto de gastos de R$ 700 mil para cachês de artistas nas festas juninas, definido pelo MP-BA. A medida, que visa reduzir despesas sem comprometer a qualidade, é acompanhada pelo Painel de Transparência, que aponta R$ 124 milhões em gastos com São João neste ano e quase R$ 10 milhões já poupados pela norma.
Em fevereiro, a UPB apresentou à Procuradoria Geral da Justiça da Bahia e ao Ministério Público uma delimitação do teto de gastos, com regras para contratações, fortalecendo áreas como saúde e educação. Nos meses seguintes, empresários de mais de 22 artistas reuniram-se com o MP-BA para discutir a redução dos cachês.
A proposta busca cortar custos mantendo a valorização de artistas locais e regionais. A UPB vê nisso uma forma de fortalecer a identidade nordestina do São João, diante de relatos de descaracterização, inclusive com música eletrônica. “Tudo isso foi um ganho importante porque estava descaracterizando o São João; agora temos um clima junino mais sustentável. Quem ganha são os cofres públicos, os moradores e os artistas”, afirmou Cardoso.
O prefeito de Andaraí, na Chapada Diamantina, também elogiou a medida, dizendo que ela protege os cofres públicos e garante um São João com preço justo. Cardoso ainda ressaltou que a economia para os municípios baianos pode chegar a cifras milionárias, sem comprometer a qualidade das festas.
Até o fechamento, o Painel de Transparência dos Festejos Juninos registra R$ 124 milhões em gastos com cachês para o São João deste ano. Segundo o MP-BA, a economia já soma quase R$ 10 milhões, com expectativa de continuidade à medida que os dados de gastos juninos são enviados pelas prefeituras.
E você, qual a sua opinião sobre o teto de gastos para o São João na Bahia? Deixe seu comentário e participe da discussão sobre como equilibrar preservação cultural, qualidade das festas e responsabilidade com o dinheiro público.
