Plano do Governo Jerônimo atribui à gestão federal a falta de investimento na segurança pública da Bahia; entenda

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Resumo: A violência na Bahia segue em alta, com o governo estadual creditando à União a falta de investimentos em armamentos e na renovação da frota de viaturas. Dados do Plano Plurianual 2024-2027 apontam déficits relevantes em aquisição de veículos, armas e programas de proteção aos profissionais de segurança, enquanto o estado figura entre os mais severos em índices de homicídio no país.

Segundo a análise da Secretaria de Segurança Pública (SSP) no relatório institucional do PPA, em 2025 houve um déficit de quase R$ 250 milhões para ampliar e renovar a frota policial. O orçamento estimado foi de R$ 340 milhões, mas apenas R$ 92,4 milhões foram efetivados para esse fim. O mesmo cenário se repetiu na área de armamentos: o montante previsto de R$ 33,7 milhões rendeu apenas R$ 13,3 milhões.

O déficit mais expressivo ocorreu em programas de prevenção à vitimização e de saúde física e mental para os profissionais do Sistema Estadual de Segurança Pública (Sesp). Dos R$ 21 milhões previstos, apenas R$ 150 mil foram investidos — pouco mais de 7% do orçamento inicial. A justificativa do governo da Bahia é a falta de investimentos decorrente de atrasos nos repasses de 2025 do Fundo Nacional de Segurança Pública que financiará essa linha orçamentária.

O cenário envolve, ainda, uma disputa entre duas gestões alinhadas politicamente, com ambas sob o guarda-chuva do PT. A relação entre o governo federal e o estadual é marcada por ligações ideológicas, como a estratégia de Jerônimo Rodrigues de vincular sua imagem à do presidente Lula, evidenciando redes de apoio político. Jerônimo, aliás, é destacado como o primeiro governador indígena da história do Brasil.

Crise na Segurança

A Bahia se mantém entre os estados com maiores índices de violência no Brasil. O Atlas da Violência 2026, com dados oficiais de 2024, aponta a Bahia como o estado com o maior número de homicídios registrados. O levantamento também mostra o desgaste em grupos específicos: crianças de 5 a 14 anos, jovens de 15 a 29 anos, pessoas negras e mulheres aparecem entre os segmentos com maiores ocorrências de homicídio.

Outro elemento preocupante é o crescimento de mortes violentas entre indígenas: 24 assassinatos em 2024, aumento de 85% em relação a 2023, o maior registro da série iniciada em 2014. Ao longo da última década, o contingente de indígenas mortos na Bahia cresceu 118%, em um quadro que ressalta o desafio de segurança pública para comunidades tradicionais.

Sucateamento e déficit de pessoal

A falta de investimentos não ocorre apenas na aquisição de equipamentos. Segundo o portal de transparência, a Bahia enfrenta déficit de quase 13 mil policiais na ativa. A Lei n.º 14.567/2023, que fixa metas de efetivo para a Polícia Militar, prevê 44,7 mil PMs, enquanto o estado opera com cerca de 32 mil — uma proporção de aproximadamente um policial para cada 440 habitantes.

Como fica a leitura dos próximos passos? A partir dessa leitura, o leitor é convidado a acompanhar como o governo estadual planeja responder a esse quadro de violações, pressões orçamentárias e deficiências estruturais, buscando caminhos que fortaleçam a segurança pública sem abrir mão de proteção social para a população.

E você, qual leitura faz sobre os impactos dessas divergências entre governos e as medidas que poderiam realmente alterar o cenário de violência na Bahia? Deixe sua opinião nos comentários.

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