A Procuradoria-Geral da Colômbia rejeitou as alegações de Gustavo Petro sobre fraude na apuração do primeiro turno da eleição presidencial, destacando que não houve provas de irregularidades. O cenário permanece com Abelardo de la Espriella na frente, seguido por Iván Cepeda, abrindo caminho para o segundo turno no dia 21 de junho.
Petro e Cepeda haviam levantado dúvidas sobre a precisão da contagem rápida, a apuração preliminar, embora o resultado definitivo ainda fosse incerto. O primeiro turno mostrou de la Espriella com 43,7% e Cepeda com 40,9%, números que mantêm a disputa acirrada antes do segundo turno.
A Procuradoria-Geral afirmou que não há evidências ou indícios que sustentem as acusações de irregularidades, segundo Gregorio Eljach, chefe do órgão de controle. A avaliação ressalta a ausência de provas até o momento.
No fim de semana, Petro voltou a postar no X, sugerindo que o software utilizado na contagem preliminar, desenvolvido por uma empresa privada, teria sido alterado e que “centenas de milhares de votos foram acrescentados”. Cepeda, na véspera, moderou a posição, dizendo que aguardaria a apuração final, mas sem apresentar evidências de irregularidades.
A Justiça Eleitoral coordena a apuração com a contagem rápida no dia da votação, enquanto o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) faz a verificação oficial. Segundo o CNE, 99,88% das seções já haviam sido apuradas na tarde desta segunda-feira; a conclusão definitiva pode levar semanas. A presidência, por lei, não detém competência para decidir sobre a aceitação dos resultados.
Com a primeira fase do pleito em 21 de junho, o cenário indica que a corrida ao Palácio de Nariño permanece técnica e politicamente disputada, com as respostas oficiais ainda em curso e a opinião pública ávida por esclarecimentos sobre a confiabilidade da contagem.
E você, acompanhou de perto essa disputa? Deixe nos comentários sua visão sobre as denúncias, a trajetória de apuração e o que esperar do segundo turno na Colômbia.
