TSE julga nesta terça-feira, às 19h, o recurso apresentado pelo ex-governador Claudio Castro contra a condenação que pode torná-lo inelegível até 2030, abrindo a discussão sobre eleições indiretas para o governo interino do Rio de Janeiro, decididas pelos deputados da Alerj.
Em março, Castro foi condenado à inelegibilidade e o tribunal estabeleceu a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão, com apoio dos parlamentares da Assembleia Legislativa do estado, para preencher o posto até uma nova eleição pelo voto popular.
O Ministério Público recorre para defender eleições diretas, argumentando que a condenação gerou vacância por motivos eleitorais. O TSE, porém, ainda não decidiu se o pleito será indireto ou direto, mantendo o STF no aguardo do desfecho para definir o caminho das próximas eleições.
Antes disso, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização e tentar uma vaga no Senado, movimento visto por muitos como manobra para acelerar as eleições indiretas. Ele poderia deixar o cargo até 4 de abril, conforme o calendário do processo de desincompatibilização.
A linha de sucessão no Rio fica desarrumada: o ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado, deixando o estado sem vice. O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), tentou assumir interinamente, mas o STF determinou que ele aguardasse a decisão final da Corte. Ruas já ocupou o posto após a cassação do mandato de Rodrigo Bacellar.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador, até que o TSE defina se as eleições serão diretas ou indiretas. E você, qual opção parece mais adequada ao momento? Conte nos comentários sua opinião sobre o desfecho desse caso.
