Resumo: um estudo europeu, com a participação de um pesquisador brasileiro, revela que o espinossauro tinha glândulas no crânio para expelir sal. Embora essa adaptação ajudasse a lidar com águas salgadas, ela não foi eficiente o suficiente e acabou limitando a presença dos dinossauros em ambientes marinhos. a pesquisa foi publicada na revista Historical Biology em 22 de maio.

A equipe examinou fósseis de vários crânios e identificou depressões acima dos olhos, que indicariam a presença de glândulas para eliminação do sal. Embora já soubéssemos que os espinossauros tinham adaptações aquáticas — como dentes voltados para peixes e uma cauda em forma de remo —, a novidade foi encontrar essa possível glândula salina em posição acima do crânio, diferente do que ocorre em iguanas marinhas.
“É improvável que [as glândulas de sal] tenham conferido alguma característica externa semelhante à de uma iguana a este dinossauro. Nas iguanas, as glândulas ficam dentro do crânio (são cobertas pelos ossos da cabeça), enquanto no espinossauro elas ficavam acima do crânio.”
Segundo uma das autoras, Andrea Cau, essa localização above do crânio pode ter limitado a eficácia da eliminação do sal. Com o excesso de sal no sangue, o espinossauro não conseguiu se tornar tão dominante em ambientes marinhos quanto se pensava, o que ajudaria a explicar por que permaneceu mais ligado a áreas terrestres e, provavelmente, a comportamentos menos voltados a ambientes puramente aquáticos. O estudo foi liderado por pesquisadores europeus e contou com a participação de um cientista brasileiro, reforçando a colaboração internacional nessa área. Novas pesquisas devem esclarecer outros atributos presentes nesses répteis pré-históricos.
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