Pesquisa aponta lacuna entre conhecimento e uso de PrEP contra o HIV

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Uma pesquisa da Grindr for Equality, apresentada nesta segunda-feira (27), com usuários do aplicativo Grindr em 10 países, aponta que o conhecimento sobre a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é alto, mas a adoção dessa proteção ainda fica aquém do ideal. O estudo foi divulgado durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, que ocorre no Rio de Janeiro entre 27 e 31 de julho, reunindo líderes comunitários, pesquisadores e formuladores de políticas públicas.

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Crédito: Agência Brasil.

No Brasil, 72% dos entrevistados disseram conhecer a PrEP, mas apenas 28% relatam utilizá-la. Em relação à PrEP sob demanda, 65% sabem do recurso, porém apenas 13% já fizeram uso.

A Grindr for Equality também anunciou a meta de conectar 10 milhões de pessoas LGBTQ+ à prevenção do HIV até 2028, em mais de 50 países.

“Nenhum ator consegue alcançar esse objetivo sozinho. a criminalização, o estigma, a discriminação e o fechamento de espaços comunitários não são apenas um pano de fundo para a saúde LGBTQ+, são seus determinantes sociais e estruturais, que definem quem tem acesso à prevenção, quem busca atendimento e quem acaba totalmente excluído”, pontuou.

A conclusão do estudo é de que, embora o conhecimento sobre a PrEP seja alto, o acesso à prevenção continua sendo o maior desafio, especialmente em um cenário de redução do financiamento internacional destinado à resposta ao HIV.

O relatório destaca ainda que fechar a lacuna na prevenção exige ações que envolvam todo o sistema, desde organizações de base comunitária e agentes de implementação até ministérios da Saúde, financiadores, empresas farmacêuticas e pesquisadores.

A divulgação do relatório inédito ocorre no âmbito da 26ª Conferência Internacional sobre Aids, no Rio de Janeiro, de 27 a 31 de julho, sendo a primeira vez que a principal conferência sobre prevenção ao HIV e tratamento da aids acontece no Brasil. O encontro reúne líderes comunitários, pesquisadores, formuladores de políticas públicas, financiadores e parceiros de saúde pública de 23 países.

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