Resumo: Em 2026, a Bahia busca manter a essência do São João com foco no forró, mas abre espaço para artistas de outros estilos nos palcos. O Ministério Público da Bahia ajudou a reduzir cachês e contratos, gerando economia para os cofres públicos, enquanto o governo estabelece diretrizes para valorizar a cultura nordestina e o patrimônio da festa.
Entre os destaques de cachês para 2026, a lista revela grandes nomes além do forró. Veja os valores por artista:
- Zé Neto & Cristiano: R$ 905 mil em três shows
- Maiara e Maraisa: R$ 784 mil em Serra do Ramalho e Conceição do Jacuípe
- Matheus e Kauan: R$ 705 mil em Jaborandi
- Pablo: R$ 704 mil em Ibitiara e R$ 700 mil em Queimadas, Itamaraju, Riachão do Jacuíte?e Serrinha
- Thiaguinho: R$ 700 mil em Serrinha
- Léo Santana: R$ 650 mil em Jussari e Itamaraju
- Murilo Huff: R$ 650 mil em Riachão do Jacuípe
- Eduardo Costa: R$ 600 mil em Queimadas e Tucano, R$ 590 mil em Pilão Arcado e Riachão do Jacuípe
- Amado Batista: R$ 600 mil em Itamaraju
- César Menotti e Fabiano: R$ 590 mil em Nova Viçosa
Da lista, apenas uma contratação foi com verba estadual: Léo Santana para o show em Jussari, no dia 3 de maio. Demais atrações foram contratadas com verba municipal.
O maior salto de cachê entre 2025 e 2026 ficou com Eduardo Costa, que passou a cobrar R$ 600 mil, ante R$ 490 mil no ano anterior. Veja os valores de 2025 para os mesmos artistas:
- Zé Neto & Cristiano: R$ 804 mil em 3 shows e R$ 800 mil em 1 show
- Maiara e Maraisa: R$ 754 mil por 5 shows
- Matheus e Kauan: R$ 625 mil por 3 shows
- Thiaguinho: não consta no MP-BA
- Léo Santana: R$ 600 mil por 9 shows
- Murilo Huff: R$ 500 mil por 8 shows
- César Menotti e Fabiano: R$ 500 mil em 2 shows e R$ 480 mil em 4 shows
- Eduardo Costa: R$ 490 mil por 13 shows
- Amado Batista: R$ 560 mil em 1 show, R$ 550 mil em 3 shows, R$ 500 mil em 1 show, R$ 462 mil em 1 show e R$ 418 mil em um show
Em 2025, a lista era mais marcada pelo sertanejo, mas tinha nomes do axé, como Ivete Sangalo e Bell Marques, com cachês próximos a R$ 750 mil.
Para 2026, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e artistas de projeção nacional e regional firmaram um acordo que reduziu voluntariamente cachês de aproximadamente 180 contratos para as apresentações juninas.
Economia nos cofres públicos: o Painel de Transparência dos Festejos Juninos aponta cerca de R$ 124 milhões gastos com artistas neste São João. O Governo da Bahia destaca que a prioridade é manter a essência da festa, reservando pelo menos 25% dos investimentos para forró, fortalecendo a cultura nordestina.
“Este ano temos uma novidade importante: a reserva de pelo menos 25% dos investimentos para a contratação de forrozeiros, bandas de forró e trios nordestinos, fortalecendo a identidade cultural que está na raiz dos festejos juninos”, afirmou Bruno Monteiro, secretário de Cultura.
A descaracterização do São João é pauta antiga. O cantor Del Feliz defende o reconhecimento do forró como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO para salvaguardar o gênero e a festa. Ele reforçou a importância de cumprir a Lei da Zabumba, de 2015, que estabelece percentuais para contratações de artistas com verbas estaduais.

“Nós todos estamos trabalhando por isso. As festas culturais precisam permanecer na sua essência para que continuem economicamente viáveis e bonitas, sem perder a nossa identidade”, afirmou Del Feliz.
E você, o que pensa sobre as mudanças para o São João na Bahia? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre a proteção cultural e o equilíbrio entre tradição e economia.
