Um líder cristão e 30 integrantes de uma igreja doméstica foram detidos no centro da China, em uma operação de larga escala que organizações de direitos humanos descrevem como uma das maiores perseguições coordenadas contra cristãos nos últimos anos. A denúncia aponta para uma repressão que mira atividades de encontros de comunhão e treinamentos ministeriais, associadas à igreja não registrada.
As detenções ocorreram em Suizhou, na província de Hubei, em um esquema de segurança bastante restrito. Os julgamentos foram realizados em grupos reduzidos, com apenas um ou dois réus por audiência. As sentenças teriam sido proferidas em 22 de maio.
Segundo a ChinaAid, as acusações se apoiaram em declarações relacionadas à doutrina cristã, como a crença na salvação por meio de Jesus Cristo e a necessidade de arrependimento. A sentença descreveu a igreja como parte de uma rede de comunidades cristãs clandestinas supostamente envolvidas em “atividades criminosas”, citando ministérios de cuidado aos membros, equipes de pregação e trabalho com jovens solteiros.
Bob Fu, presidente da ChinaAid, criticou as condenações e defendeu a inocência dos cristãos envolvidos, afirmando que são fiéis pacíficos que exercem seus direitos universais: liberdade de religião, culto, reunião e associação. Ele acusou o Partido Comunista Chinês de usar o sistema legal como arma para perseguir fiéis que adoram a Deus fora do controle do governo.
Este caso evidencia a pressão contínua sobre igrejas não registradas na China e a tensão entre autoridades e liberdade religiosa. O tema volta a provocar debate sobre direitos humanos e o espaço de comunidades religiosas independentes no país. Compartilhe nos seus comentários o que você pensa sobre o equilíbrio entre segurança pública e liberdade de culto no contexto chinês.
