O Ministério Público da Bahia (MP-BA) se manifestou sobre a polêmica envolvendo o cancelamento de apresentações de Flávio José durante os festejos de São João 2026 em várias cidades, reforçando recomendações para frear o aumento de cachês pagos com recursos públicos. Em quatro edições recentes, a média de contratos subiu de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil.
A assessoria do MP-BA informou que encaminhou recomendações a mais de 100 municípios para ajustar as contratações aos parâmetros técnicos dos órgãos de controle e aos valores atualizados pelo IPCA. Em alguns casos, o cachê do artista chegou a R$ 350 mil, um aumento de cerca de R$ 100 mil em relação ao ano anterior, gerando preocupação com o gasto público.
Para orientar as gestões locais, o MP citou a necessidade de adequar contratos às orientações técnicas dos tribunais de contas (TCM e TCE) e das ações da UPB (União dos Municípios da Bahia). A instituição também aponta que a notoriedade e a projeção dos artistas podem justificar cachês maiores, desde que haja fundamentação técnica.
Na rede, Flávio José comentou o cancelamento de suas apresentações na Bahia, alegando que o MP reduziu seu cachê. Em postagens, o cantor criticou a atuação do órgão, afirmando que a Bahia ficará sem sua presença na véspera do São João. 
O MP-BA também divulgou que, até o momento, acordos firmados em uma semana já geraram economia de cerca de R$ 8,8 milhões aos cofres públicos. A nota completa destaca que as recomendações visam a contenção de custos sem comprometer a qualidade das atrações, mantendo espaço para negociações com artistas interessados, incluindo Flávio José.
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