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Metas fiscais são insuficientes para estabilizar dívida do governo, diz TCU

Metas fiscais são insuficientes para estabilizar dívida do governo, diz TCU
Metas fiscais são insuficientes para estabilizar dívida do governo, diz TCU

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O Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que as metas fiscais vigentes não são suficientes para manter estável a dívida bruta do governo em relação ao PIB (DBGG) até 2029, mesmo nos cenários que projetam o cumprimento integral das metas de resultado primário previstas na LDO 2026. Em resumo, a trajetória da dívida continua elevada e exige ajustes nas projeções oficiais para os próximos anos. A análise reforça a importância de metas de médio prazo, mas alerta para a dependência de receitas condicionais que podem comprometer a estabilização.

A avaliação foi formulada pela equipe técnica da Unidade Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal). O Plenário determinou que o Tesouro Nacional apresente projeções que deixem claro o nível de resultados fiscais compatível com a estabilização da DBGG no horizonte de dez anos, para os próximos projetos de diretrizes orçamentárias.

Mesmo com o cumprimento das metas fiscais, o TCU aponta que as projeções oficiais não asseguram a estabilização da DBGG em relação ao PIB. O relatório destaca que as metas consideradas efetivas para conter o crescimento da dívida não são suficientes, mesmo no cenário que presumiria o atingimento pleno das metas de resultado primário, conforme a LDO 2026.

O tribunal aponta ainda a dependência crescente de receitas condicionais — aquelas que dependem de aprovação prévia de novas medidas legais — como motor de risco. Outros problemas incluem o deterioro da capacidade de pagamento, o hiato entre o resultado primário efetivo e o estabilizador estimado e a transparência limitada das projeções DBGG/PIB em sensibilidade a receitas condicionais. O indicador juros/receita registrou o pior desempenho no triênio 2023-2025, segundo a auditoria.

Entre as conclusões, o TCU sustenta que metas fiscais efetivas não são suficientes para assegurar a estabilização da DBGG até 2029 em todos os cenários, mesmo aquele que presume o cumprimento integral das metas de resultado primário da LDO 2026. A dependência de receitas condicionais é destacada como o principal entrave para o controle da dívida.

O relatório recomenda maior clareza na divulgação de cenários e sensibilidade, além de reforçar a transparência das projeções oficiais. Com isso, o Tesouro deve ajustar as comunicações públicas para que haja leitura mais precisa dos riscos e das possibilidades de estabilização da DBGG.

E você, leitor, como isso pode impactar o seu dia a dia? Compartilhe sua opinião nos comentários e diga quais medidas deveriam ganhar prioridade para evitar que a dívida siga crescendo. Opine e participe da conversa para entender o que está em jogo na economia do país.

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