A investigação do Cade sobre o monopólio do chip NFC e o bloqueio ao Pix por aproximação, iniciada em abril de 2025, caminha para uma solução que pode abrir espaço para o Pix por proximidade nos iPhones sem custos aos usuários. O debate envolve competição justa, tarifas e segurança no ecossistema de pagamentos brasileiro.

No centro do impasse está a cobrança de taxas pela Apple por cada transação via NFC em seus aparelhos. Como o Pix por aproximação não gera custo ao usuário final, as instituições financeiras consideram inviável absorver esse valor para manter a opção disponível nos iPhones, o que alimenta a queda de braço regulatória.
Em fevereiro de 2026, a Apple apresentou defesa ao Cade, argumentando que o seu modelo baseado em hardware oferece segurança superior às soluções puramente software. A empresa citou dados: o Pix por QR Code somou 2,7 bilhões de transações em janeiro de 2026, enquanto apenas 1,05 milhão de operações por aproximação ocorreram no mesmo período, destacando diferenças de adoção entre os métodos.
Questionamentos sobre segurança também aparecem na leitura de especialistas e veículos especializados. O MacMagazine, por exemplo, contestou parte das informações, lembrando que o ecossistema da Apple não permite flexibilidade para o Pix por aproximação, visto que o Apple Pay funciona hoje principalmente com cartões de crédito ou débito.
A sinalização de um possível acordo sem custos sugere uma flexibilização gradual da postura da Apple diante do processo, abrindo caminho para que o Pix por aproximação tenha adesão mais ampla no Brasil. Ainda cabem deliberações do Cade e negociações entre as partes para consolidar o desfecho.
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