Risco de disseminação do ebola pelo mundo é baixo, diz Tedros Adhanom

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, que é baixo o risco de disseminação do vírus Ebola da República Democrática do Congo (RDC) para o resto do mundo, mesmo diante do surto que vem acometendo o país africano há meses. De acordo com as informações divulgadas, já são mais de 3 mil casos confirmados desde maio, com aproximadamente 1,4 mil mortes, sendo a maioria no território congolês e já registrando transmissão para Uganda. Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo Ghebreyesus, o Ebola é transmitido por contato intenso e não pelo ar, como ocorre com a covid-19, o que reduz as chances de a doença se tornar uma pandemia pela própria natureza do vírus. Ele acrescentou que, desde a descoberta do Ebola, há cerca de 50 anos, houve apenas 30 casos fora das áreas de surto na África, destacando, no entanto, que o risco para os países da região permanece alto agora que o vírus já chegou a Uganda. Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

A OMS apontou ainda que a resposta ao surto enfrenta dificuldades associadas a conflitos armados na região leste da RDC, com deslocamentos de milhões de pessoas para acampamentos e cenários de instabilidade que dificultam ações de contenção. Ghebreyesus ressaltou que o esforço global depende, no momento, da coordenação entre o governo congolês, parceiros internacionais e organizações humanitárias, mas reconheceu a necessidade de ampliar os esforços. Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Em outra frente, Tedros Adhanom Ghebreyesus foi agraciado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, com o título de doutor honoris causa. O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, entregou a honraria ao hoje líder da OMS, elogiando a instituição como referência em equidade sanitária e cooperação Sul-Sul, além de apontá-la como um “farol de esperança” para a América Latina e o mundo. Ghebreyesus lembrou de sua trajetória e da importância de cooperação internacional em saúde pública. Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Nascido na Eritreia, Ghebreyesus é formado em biologia pela Universidade de Asmara, possui mestrado em imunologia e doenças infecciosas pela Universidade de Londres e PhD em saúde comunitária pela Universidade de Nottingham. De volta à África, atuou como ministro da saúde da Etiópia entre 2005 e 2012, antes de chefiar o Ministério das Relações Exteriores etíope entre 2012 e 2016, posição que o levou ao comando da OMS em 2017, tornando-se o primeiro africano a ocupar o posto.

Conteúdo produzido com informações da Agência Brasil, veículo parceiro do PrimeiroJornal.

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