O Tribunal do Júri de Samambaia condenou dois homens pelo assassinato de Gledson Costa dos Santos, 46 anos, que foi executado com 59 tiros em frente a uma distribuidora de bebidas na região administrativa, em 21 de novembro de 2020. Sidney Alves Pinto, conhecido como “Barrão”, recebeu 35 anos, cinco meses e sete dias de prisão, enquanto Filipe Fernandes de Melo pegou 27 anos de reclusão. A decisão reforça o peso da violência na capital federal e as consequências legais para quem planeja ataques tão brutais.
Conforme a sentença, os réus chegaram ao local de madrugada em um veículo e surpreenderam as vítimas com uma arma de fogo equipada com seletor de rajadas. O juiz entendeu que o crime foi cometido com recurso que dificultou a defesa das pessoas presentes e com perigo comum, já que os disparos ocorreram em uma área de circulação de moradores e frequentadores de estabelecimentos comerciais.
Gledson Costa dos Santos era pai de Lucas Souza Santos, que, quase dois anos depois, seria preso e condenado pelo latrocínio que tirou a vida do estudante Bernardo Brasil Peres, de 18 anos, também em Samambaia. Além do homicídio, os réus foram condenados pela tentativa de assassinato de outra vítima, atingida durante o ataque. A dosimetria considerou os antecedentes criminais dos réus e a cumplicidade entre eles.
Em 2022, Lucas Souza Santos foi preso e, posteriormente, condenado pelo latrocínio que matou Bernardo Brasil Peres em uma praça da QR 208 da Samambaia Norte. Bernardo estava acompanhado da namorada, Anna Lívia Barroso, quando foi atacado; ele recebeu uma facada no peito durante o assalto. A justiça apontou que Lucas, Eric Batista Neres e Cleverson Vítor Santana Oliveira agiram com participação de forma clara para obter vantagem patrimonial, resultando na morte da vítima.
Na sentença, a juíza destacou que Bernardo sonhava em cursar Medicina e que o crime gerou comoção no DF. Bernardo e Anna Lívia estavam juntos quando tudo aconteceu; o enterro, em 4 de setembro, mobilizou a cidade e impactou a família. Lucas foi condenado a 29 anos de prisão pela morte de Bernardo, enquanto os outros dois envolvidos receberam penas superiores a 25 anos de reclusão.
Como fato relevante, a relação entre as condenações de 2020 e 2022 evidenciou uma sequência de violência que afetou diretamente Samambaia e gerou um debate sobre políticas públicas de segurança na região. Entenda como a justiça está cobrando responsabilidade de cada envolvido, e deixe seu comentário com sua opinião sobre o tema.
