TSE julga decisão que suspendeu pesquisa sobre Flávio Bolsonaro

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Resumo rápido: o plenário do TSE vai analisar a decisão do ministro Kassio Nunes Marques que suspendeu a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada logo após a divulgação de conversas sobre o financiamento do filme Dark Horse. A sondagem apontava queda nas intenções de voto de Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, em meio a um cenário com Lula na disputa.

O ministro Kassio Nunes Marques concedeu liminar ao Partido Liberal (PL), apontando indícios de comprometimento da metodologia da pesquisa. Entre os sinais citados, haveria possibilidade de indução dos entrevistados, com inclusão de conteúdos ligados a investigações e perguntas com carga valorativa negativa.

“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada.”

Para o ministro, a controvérsia não se resume a divergências metodológicas, mas envolve a possibilidade de uso do questionário como mecanismo de indução. Ao analisar outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE, ele afirmou não ter encontrado questionários com estrutura semelhante nem a utilização de áudios como ocorreu no levantamento contestado.

Reação: o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou em X que o instituto continuará a se consolidar, independentemente da suspensão, lembrando que a empresa já recebeu críticas tanto da esquerda quanto da direita. “Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orban na Hungria, fomos atacados pela direita. A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo.”

Trump está em seu segundo mandato presidencial nos Estados Unidos.

Na leitura divulgada em abril, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam tecnicamente empatados em segundo turno: Lula tinha 47,8% e Flávio 47,5%. Já em 19 de maio, o cenário mostrou Lula com 48,9% e Flávio com 41,8%, indicando uma queda de seis pontos para o senador entre as duas leituras.

Ao acionar o TSE, o PL alegou divulgação de pesquisa fraudulenta, questionou a metodologia adotada e sustentou que o questionário teria sido estruturado para induzir uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro.

Este tema coloca o foco na credibilidade de institutos de pesquisa e no impacto de decisões judiciais sobre a leitura dos dados públicos. E você, qual é a sua leitura sobre a atuação do TSE e a qualidade das pesquisas que circulam no debate eleitoral? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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