Operação Brincar com Fogo apreende mais de 14 mil fogos ilegais na Bahia

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A terceira fase da operação Brincar com Fogo, conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com mais de dez órgãos, resultou na apreensão de mais de 14 mil artefatos de fogos de artifício no Recôncavo Baiano. A ação aponta para redes de fabricação clandestina na zona rural e para a circulação irregular de produtos entre transportadoras e fornecedores químicos.

As investigações indicam que locais de fabricação espalhados pela zona rural produzem traques de massa, bombas e chuvinhas. O procurador Ilan Fonseca descreveu o padrão observado: parte das mercadorias é vendida com notas fiscais, porém a maior parte circula com notas frias ou sem notas fiscais, alimentando a cadeia de comércio ilegal.

A região de Santo Antônio de Jesus enfrenta há décadas a cadeia clandestina de fogos de artifício, que coloca em risco a segurança de trabalhadores e consumidores. Em 1998, uma explosão em uma fábrica clandestina da área causou 64 mortes, o que permanece como o maior acidente de trabalho registrado na Bahia.

A fiscalização envolveu mais de 40 agentes públicos de diversas instituições, incluindo MPT, MTE, Procon-BA, Ibametro, Polícia Civil, Polícia Técnica, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Sefaz e o Exército. As equipes cumpriram mandado de busca na residência da família Prazeres Bastos, em Santo Antônio de Jesus, onde foram encontrados insumos armazenados sem nota fiscal.

As ações de combate ao comércio irregular de fogos seguem em andamento, com novas fiscalizações previstas para desarticular a cadeia produtiva clandestina. O esforço conjunto visa reduzir riscos à segurança de trabalhadores e consumidores e interromper a circulação de produtos irregulares pelo estado.

E você, qual a sua opinião sobre as medidas adotadas para enfrentar esse tipo de comércio ilegal? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e conte se você já presenciou ou soube de situações envolvendo fogos de artifício clandestinos.

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