Resumo: Flávio José encerra a agenda junina de 2026 na Bahia, anunciando 17 shows, todos fora do estado, após o MP-BA recomendar a redução do cachê. O artista havia pedido 350 mil reais por apresentação, 100 mil a mais que no ano anterior.
A divulgação da agenda de junho aponta apenas apresentações em estados vizinhos, deixando cidades baianas sem shows. De acordo com o planejamento, a decisão impacta cerca de 15 municípios do estado. Em 2025, o cantor realizou 13 apresentações na Bahia, passando por Salvador, Conceição do Jacuípe, Maracás, Jequié, Amargosa, Camaçari, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Mata de São João, Capim Grosso, Presidente Tancredo Neves, Amélia Rodrigues e Paripiranga.
A promotora Rita Tourinho, do MP-BA, afirmou que houve encontros com representantes do artista, mas Flávio José permaneceu irredutível e não aceitou qualquer acordo para manter os shows no estado. A dirigente destacou ainda que essa não é uma situação isolada: outros artistas também tiveram cachês revisados com base em critérios técnicos.
Segundo levantamento do Bahia Notícias, artistas de outros gêneros que não o forró devem faturar mais durante o São João. A dupla Zé Neto e Cristiano, por exemplo, pode somar cerca de 2,715 milhões de reais em três shows no estado. Enquanto isso, alguns cachês chegam a 905 mil por apresentação, quase o triplo do cobrado por Flávio José. O MP-BA explica que as recomendações consideram notoriedade e projeção dos artistas, conciliando remuneração com parâmetros técnicos e de controle público.
Especialistas ressaltam que as regras visam manter o equilíbrio entre orçamento público e a diversidade de atrações, assegurando espaço para artistas de grande alcance sem comprometer a organização financeira. E você, o que acha dessa definição de cachês e da programação do São João na Bahia? Compartilhe sua opinião nos comentários.
